Flora e Fauna Brasil


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Arara Azul

Arara-azul

 

A Raridade

A Arara

é uma ave rara, pois o homem não pára

De ir ao mato caçá-la, para pôr na sala.

Em cima de um poleiro…

Onde fica, o dia inteiro

Fazendo escarcéu, porque já não pode

Voar pelo céu.

E se o homem não pára

De caçar arara

Hoje uma ave rara

Ou arara some

ou então muda seu nome

Para rara.

“A Raridade” de José Paulo Paes.

 

Classificação Científica

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Psitaciformes

Família: Psittacidae

Distribuição Geográfica: Região Norte e Central do Brasil e no Pantanal Boliviano

 

A arara-azul se destaca por sua beleza, tamanho e comportamento. Possui um azul exuberante, seu tamanho pode chegar a 100 centímetros de comprimento e 120 centímetros de envergadura. Está entre as espécies ameaçadas de extinção devido a degradação do seu habitat natural, caça, e ao comércio clandestino.

A população de Araras-Azuis é de aproximadamente 6500 indivíduos assim distribuídos: Pantanal com cerca de 5000 araras (é a que se encontra em melhor situação na natureza). No Mato Grosso do Sul, estima 4000 araras sendo que a população tem aumentado e expandido. No Mato Grosso, estima cerca de 800 indivíduos. Na Bolívia tinha praticamente acabado e voltou a aparecer, com cerca de 150-200 indivíduos.No Brasil Central com cerca de 800-1000 araras-azuis, e na região Norte do Brasil, aproximadamente 500 araras-azuis, incluindo os estados do Amazonas e Pará, podendo haver uma lacuna entre as populações do dois estados..

As araras-azuis voam sempre em pares ou em grupo, elas são extremamente sociável e os casais geralmente são fiéis e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes. Se alimentam das castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiuva. No caso do acuri, aproveitam aqueles caídos no chão, ruminados pelo gado ou por animais silvestres e o coco da bocaiuva é colhido e comido diretamente no cacho.

Seus ninhos geralmente são feitos no tronco de árvores como a de ximbuva, angico branco e manduvi, que possui um cerne macio. O pico de reprodução pode variar, mas em geral acontece de setembro a outubro, sendo que a criação dos filhotes pode se estender até janeiro ou fevereiro do ano seguinte.A fêmea costuma botar de 1 a 3 ovos em dias diferentes, a média encontrada é de 2 ovos. É ela que fica no ninho, chocando os ovos, sendo nesse período alimentada pelo macho. O período de incubação do ovo é de 28 a 30 dias.

Depois de nascidos, os filhotes correm risco de vida até 45 dias após seu nascimento, pois não conseguem sobreviver a invasão de outros animais ou pássaros no ninho, na maioria dos casos apenas um filhote, geralmente o mais saudável, sobrevive, são alimentados pelos pais até os 6 meses e só se aventuram a voar pela primeira vez após 3 meses de vida.

Essas aves têm um aliado importante na luta pela sua preservação: o Projeto Arara Azul, criado pela bióloga Neiva Guedes para salvar a espécie de extinção. Pois, por mais que sua população possua uma número significativo de indivíduos, a arara-azul ainda está sendo considerada uma espécie ameaçada de extinção devido a sua baixa taxa de natalidade, a destruição do seu habitat e a coleta de ovos e de filhotes para o tráfico ilegal.

 

Fonte: Instituto Arara Azul


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Flora Brasileira em Extinção

O processo de extinção é definido como o evento em que se relaciona o desaparecimento de espécies ou grupos de espécies de um determinado ambiente. Mas esse que deveria ser um evento natural, tem sido provocado pela ação desrespeitosa do ser humano. A extinção deveria ser fato provocado por outros fatores, como o longo isolamento geográfico, diferenciação genética, catástrofes naturais e até mesmo devido ao surgimento de espécies mais evoluídas, mas a realidade é um tanto contrária.

flora ameaçda de extinção no Brasil

O surgimento e/ou a extinção das espécies naturalmente demanda milhões de anos para acontecer.

A exploração do meio ambiente, bem como todas a outras ações predatórias realizadas pelos homens, estão acelerando a extinção das espécies, seja da fauna, como também da flora. Na verdade quando ocorre o desaparecimento de um tipo de plantas ou de um animal, certamente ambos se prejudicam e assim, a natureza vai sendo devastada. A principal causa da extinção da flora está no extrativismo ilegal, feito com a finalidade de obter substâncias benéficas para o homem, seja na elaboração de cosméticos, medicamentos, entre outros.

No Brasil, a primeira Lista Oficial feita sobre as espécies da flora ameaçadas de extinção foi editada no ano de 1968, conde se pode constatar cerca de 13 espécies, no entanto, nos anos seguintes esse número triplicou. Na lista de 1992 até o sidas atuais, estão enumeradas aproximadamente mais de 1537 espécies, entre elas estão doze espécies importantes de madeiras, como o “pau-roxo” (Peltogyne maranhensis), da Amazônia.

Algumas espécies em extinção:

Syngonantus suberosus

 

 

 

Margarida – Syngonantus suberosus

 

 

 

 

jaborandi

 

 

Jaborandi-legitimo – Rutaceae Pilocarpus microphyllus

 

 

 

 

Gravatá

 

 

 

Gravatá – Bromeliaceae Vriesea brusquensis

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia – Davilla glaziovii

 

 

 

 

 

pinheiro brasileiro

 

 

 

Pinheiro-brasileiro – Araucaria angustifolia

 

 

 

 

 

 

De acordo com as pesquisas, a região que mais sofre com extinção da flora é a Mata Atlântica, mas os outros biomas brasileiros também estão ameaçados, o cerrado, por exemplo, fica na segunda posição de local com maior degradação de espécies. Por causa disso, muitas ações são realizadas afim de evitar o aumento da extinção e a preservação das espécies, o Ministério do Meio Ambiente sempre está lançando planos de defesa dos biomas, mas ainda é insuficiente se comparando com os atos cometidos contra a natureza.

De acordo com a lista, o número de espécies da flora brasileiras se baseiam nos diferentes biomas – Mata Atlântica:276, Cerrado:131, Caatinga:46, Amazônia:24, Pampa:17 e Pantanal: 02. Esse crescimento constante no número de espécies em extinção, confere e reflete o aumento das pressões antrópicas sobre a vegetação de diferentes regiões do Brasil, bem como a intensa exploração de variados tipos de plantas existentes.

Fonte: http://www.dicasfree.com/flora-brasileira-em-extincao/#ixzz337euAQhL


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Presente x Futuro

 

Imagem

 

 

 

Pensar em sustentabilidade é pensar na família, no próximo e em você mesmo.”

- Dijalma Augusto Moura -

Muito se fala sobre preservação do Meio Ambiente para garantirmos um futuro melhor para nossos filhos e netos, mas aí esquecemos que nosso presente já não está tão agradável. Vemos inúmeras reportagens e artigos falando sobre o quão “louca” está a natureza, são chuvas torrenciais ou secas devastadoras, animais selvagens presentes em cenários urbanos, mar remodelando o litoral brasileiro… E ainda dizemos que devemos nos preocupar com o futuro? Não descarto essa ideia, mas devemos nos preocupar muito mais com o presente.

Em alguns lugares começamos o ano numa seca horrível, a umidade estava tão baixa que pessoas estavam passando mal e as gotas de chuva antes mesmo de tocar o solo já haviam evaporado, as barragens secando e o povo consumindo como se não houvesse amanhã. Em outras regiões chove tanto que existem lugares decretando estado de calamidade, famílias desabrigadas por terem suas casas alagadas. Não reconhecemos mais as estações, está tudo fora de ordem. Falta comida ou por falta da água ou pelo excesso dela.

Por mais que se chova muito ainda nos vemos com um problema: A falta de água. Sim, a água, aquela que ocupa mais de 70% da superfície de nosso planeta, aquela que tem maior nível de concentração no Brasil, que possui cerca de 15% da água doce de todo planeta. O desmatamento e a poluição tem sido os principais causadores dessa escassez. A contaminação da água vem matando animais e destruindo plantações, afetando nossa fauna e flora. Esta também ameaçada pelo aquecimento global, que tendo derretido as calotas polares do Atlântico Norte tem ameaçado “baleias jubarte, tartarugas pente, albatrozes, papagaio-da-cara-roxa, recifes de corais e até as araucárias”¹.

As consequências do aquecimento também ameaça o homem (caso animais e vegetação não lhe atinjam), o mar tem avançado e ameaçado destruir praias e até cidades, tendo Recife (Veneza Brasileira) como principal. Todo esse desequilíbrio ambiental tem feito com que animais, sem ter o que comer ou para onde ir, estão começando a invadir a área urbana (como se não tivéssemos sido nós a invadir a área  deles, não!). Isso é preocupante para a população e para a segurança física desses animais que são mortos ou feridos em rodovias ou por pessoas que, por falta de informação, acabam por matar esses animais tão importantes para o ecossistema.

É  importante que haja reflexão, mas é imprescindível que haja atitude. Precisamos mudar alguns hábitos e precisamos já, pois a natureza não espera ela apenas reage. Muito mais importante do que fazemos pelo futuro é o que fazemos por nosso presente.

¹ Juliana Gonçalves, Gazeta Povo, 25 de janeiro de 2012.

Por: Rayana Gomes


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Características da Fauna e Flora Brasileira

Rhea americana – Ema

O Bioma Cerrado ocupa cerca de 2 milhões de km2 do território brasileiro. Ocorre em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, e também na Bolívia.

Tayassu tajacu - Caitetu
Tayassu tajacu – Caitetu

A ocupação começou no Séc. XVIII. As incursões nessa vasta região eram realizadas principalmente através dos rios e veredas, caracterizadas pela ocorrência de buritis (Mauritia flexuosa), devido a maior facilidade de penetração. O interesse inicial era a exploração mineira nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Falsa-ciganinha - Riedeliella
Falsa-ciganinha – Riedeliella

Concomitantemente e também após o declínio destas atividades houve a implantação de uma pecuária extensiva baseada em pastagens nativas e capins africanos como o jaraguá (Hyparrhenia rufa) e capim gordura (Melinis minutiflora). Essas atividades pecuárias antigas encontram-se hoje em desuso devido a baixa produtividade e a destruição ambiental. Atualmente a maioria dos pecuaristas adotam técnicas modernas de produção e há um aumento crescente com as questões ambientais.

Lonchophylla dekeyseri - Morceguinho do Cerrado
Lonchophylla dekeyseri – Morceguinho do Cerrado

A grande ocupação do Cerrado iniciou no século XX, com o translado da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília. No final da década 70, a Região do Cerrado era pouco explorada. As correntes migratórias, principalmente das regiões Sul e Sudeste do país, tornaram o Cerrado o celeiro do mundo.

Estilosantes - Stylosanthes
Estilosantes – Stylosanthes

Segundo dados da Embrapa Cerrados hoje existem na região 50 milhões de hectares de pastagens cultivadas, 30 milhões de hectares de pastagens nativas, 13,5 milhões de hectares de culturas anuais e dois milhões de hectares de culturas perenes e florestais.

Agouti paca - Paca
Agouti paca – Paca

Atualmente muitas empresas agropecuárias adotam tecnologias de ponta para fazer o Cerrado produzir. Devido a baixíssima fertilidade dos solos foram adotadas técnicas de correção, adubação e manejo dos mesmos, alem de produzir cultivares de plantas comerciais adaptados ao Bioma.

Buriti - Mauritia
Buriti – Mauritia

Com todo esse desenvolvimento econômico houve uma perda do conhecimento sobre a fauna e a flora existente nesta área, principalmente sobre o potencial valor econômico dos mesmos.

Caiman latirostris - Jacaré do papo amarelo
Caiman latirostris – Jacaré do papo amarelo

A flora e fauna do Cerrado são riquíssimas. Esta região possui cerca de 10.000 espécies vegetais. Estima-se que em cada hectare podem ser encontradas cerca de 400 espécies de plantas. Quanto a fauna são conhecidas cerca de 1.600 espécies de animais.

Amendoim Forrageiro - Arachis
Amendoim Forrageiro – Arachis

São 195 espécies de mamíferos, sendo 18 endêmicas. Devido a essa grande biodiversidade o Cerrado é considerado uma das 25 áreas do mundo prioritárias para a conservação.

Leopardus pardalis - Jaguatirica
Leopardus pardalis – Jaguatirica

Devido a essa importância econômica e ambiental a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Cerrados tornam disponíveis informações sobre as espécies da flora e da fauna dessa grande região brasileira. Dentro desse contexto contamos com a colaboração dos produtores agropecuários considerando-os nossos grandes aliados na conservação ambiental dos Biomas brasileiros.

Fonte: http://www.cnpgc.embrapa.br


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Araras / Macaws

Ordem: Psitaciforme (Psittaciforme)
Família: Psitacídeo (Psittacidae)

Outras páginas relacionadas que mostram várias espécies de araras: Zoo da Bolívia, Museu de Cuba…

ATENÇÃO: existem duas espécies de araras que possuem coloração predominante vermelha! Repare nos nomes populares das duas imagens abaixo, ambas trazem “Arara Piranga”, entretanto identificam duas espécies diferentes, portanto com nomes científicos distintos: Ara chloroptera e Ara macao… O que é um erro!

Do lado esquerdo da tela, fotografia que eu mesmo tirei da placa que se encontra em frente à espécie no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (MT). Do lado direito, imagem copiada do sítio oficial doParque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Quem está certo com o nome popular desta espécie?

Afinal, qual é a maior diferença entre as duas espécies de araras-vermelhas?

A espécie arara-vermelha-grande (Ara chloropterus), chamada de arara-piranga, possui tamanho maior (90 cm; 1,5 kg), penas verdes nas asas e face com tradicional fileira de penas vermelhas. Já a espécie arara-vermelha (Ara macao), chamada de arara-canga, possui tamanho menor (85 cm), penas de coloração amarela nas asas, face inteiramente branca e nua, isto é, sem penas na cara. As duas fotografias mostram detalhes da arara-canga.

Em tupi-guarani as palavras “-piranga, -pitanga, puranga, putanga” significam vermelho; e as palavras “acá, acag, acan, acanga, kanga” significam cabeça… kanga de esqueleto, osso enquanto está no corpo… penso ser uma alusão à sua face inteiramente branca e nua…

Na sequência, em ordem alfabética, seis (VI) GÊNEROS de araras…

I. GÊNERO: Ara (Lacepede, 1799), tem várias espécies, inclusive extintas (que foram suprimidas nesta página); a seguir nove (9) espécies do gênero:

1. Nome científico: Ara ambigua (Bechstein, 1811), sinônimo: A. ambiguus – ARARA-VERDE-GRANDE
Nome em inglês: Great Green Macaw, Buffon’s Macaw | Francês: Ara de Buffon | Espanhol: Gran Guacamayo Verde

Abaixo, um dos selos emitido pela Costa Rica em 21/12/1990, da série de 4 valores UPAEP Aves e Flora (Yvert: 536/539), com valor facial de 18 colones, que mostra a arara-verde-grande, que habita a América Central e do Sul, de Honduras até o Equador.

2. Nome científico: Ara ararauna (Linnaeus, 1758) – ARARA-CANINDÉ ou ARARA-AZUL-E-AMARELA
Nome em inglês: Blue-and-yellow Macaw | Francês: Ara bleu, Ara ararauna, Ara bleu et jaune | Espanhol: Guacamayo azul-dorado

A arara-canindé tem plumagem de coloração predominante azul, com o peito e todo o ventre amarelo (duas cores); por isso também é chamada de arara-de-barriga-amarela. Conhecida pelos nomes de arara-amarela, também por araraí e arari que em tupi-guarani significa arara pequena, numa alusão ao seu tamanho, inferior às outras araras… Veja, no final desta página, um “estudo” sobre a origem da palavra CANINDÉ!

Sua cara branca possui vários riscos pretos em volta dos olhos (duas cores), que são fileiras de penas faciais. Possuem bico e garganta negra, com o alto da cabeça verde. É uma arara de corpo compacto, com cerca de 80 centímetros, de asas grandes, cauda longa, bico forte muito curvo e terminado em uma aguçada ponta, tem pernas curtas, fortes e dedos com unhas dispostos: dois para frente e dois para trás. Na natureza, a espécie só dá cria a cada dois anos e raramente os pais conseguem alimentos para todos os filhotes, o normal é só um sobreviver. Em cativeiro, se os ovos da arara são retirados e chocados artificialmente, ela faz uma segunda postura e assim está sendo possível reproduzir um bom número dessas araras.

Habita áreas de várzeas com babaçuais, buritisais e beiradas de matas. Essa arara frequenta os barreiros, locais onde a terra tem sal de sódio ou magnésio, e ela come a lama para conseguir sais minerais. Caçada por causa da beleza de suas cores e da facilidade com que aceita o cativeiro, vivendo até 50 anos, ela já desapareceu de várias regiões. Originalmente vivia da América Central ao Brasil, até o Estado de São Paulo, e antigamente também em Santa Catarina, Paraguai e Bolívia. Atualmente: Panamá, Colômbia, Brasil…

É uma espécie que vive em grandes grupos, se abriga em árvores e se utiliza muito do bico para trepar nos ramos; é grande voadora. As canindés preferem semente à fruta, e entre elas há araras canhotas, que só usam a pata esquerda para comer. A arara-canindé escolhe uma parceria para a vida inteira e o casal passa a trocar muito carinho, um alisando as penas do outro e, quando a canindé é jovem, se alguém faz carinho na sua cabeça, a pele do “rosto” da ave fica vermelha, da mesma forma que uma pessoa fica envergonhada.

Selos que mostram a arara-canindé: SIVAM, Zoo de Magdeburg, Zoo de Granada… Voz (voando): “rraa; aa” (segundo criadouro em Colina). Abaixo (lado esquerdo), placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Do lado direito, fotografia da espécie.

3. Nome científico: Ara chloropterus e/ou Ara chloroptera (Gray, 1859) – ARARA-PIRANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-GRANDE
Nome em inglês: Red-and-green Macaw, Gian Red Macaw, Green-winged Macaw | Francês: Ara chloroptère, Ara à ailes vertes | Alemão: Grünflügelara | Espanhol: Guacamayo

Na verdade, o taxonomista e autor G. R. Gray, classificou a espécie como Ara chloropterus, isso em 1859… Mas, de acordo com as práticas atuais (parece que desde 18/04/2002), o nome da mesma espécie tem sido utilizado cientificamente como Ara chloroptera… Embora muitas biografias dizem que ambos os nomes científicos são sinônimos… O que eu acho razoável… O nome grego significa chloro (clorofila / verde) + ptera (asas), portanto arara de asas ou penas verdes…

Entretanto, segundo o site ITIS – Integrated Taxonomic Information System (www.itis.gov), o nome A. chloroptera é inválido e o nome A. chloropterus é válido
Também segundo o IBAMA, o nome correto é Ara chloropterus, embora em seu próprio sítio duas páginas sobre tráfico de animais mostram o outro nome:
http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_norte.htm (9: Ara chloroptera); http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_sul.htm (11: Ara chloroptera)

Indivíduos exalam cheiro típico e forte. São cuidadosas com seus ninhos, cavando-os em diferentes profundidades nos troncos ocos, geralmente de palmeiras. Mas elas também se aproveitam de buracos em paredões rochosos para botar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea. O início da postura ocorre em agosto indo até os meses de janeiro e fevereiro, com um número de 3 a 5 ovos. Período de incubação de 30 dias, com abandono do ninho por volta da décima quinta semana. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira. Parece que atualmente é frequente apenas na Amazônia brasileira e no leste do Brasil (originalmente encontrada no Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná)… América do Sul, da Colômbia até o norte do Paraguai e no norte da Argentina. Voz (voando): “á-ra, á-ra; arát-arát” (segundo criadouro em Colina).

Do lado esquerdo da tela, bloco emitido por Cuba que mostra várias espécies de araras: arara-canga (vermelha), arara-una (azulão), arara-canindé (azul e amarelo) e, em primeiro plano, casal de arara-vermelha-grande. Do lado direito, imagem do sítio oficial do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Nota: Selos que mostram a arara-piranga: Mercosul, Zoo de Cuba…

4. Nome científico: Ara glaucogularis (Dabbene, 1921) – ARARA-GARGANTA-AZUL (norte da Bolívia)
Nome em inglês: Blue-throated Macaw | Francês: Ara à gorge bleue | Espanhol:

Repare na imagem do selo aéreo emitido pelo Paraguai em 19/12/1989, com valor facial de 2 mil guaranis, mostra duas espécies de araras, do lado esquerdo a arara-garganta-azul, cujo nome científico é A. glaucogularis, e do lado direito a arara-canindé, cujo nome científico é A. ararauna. Entretanto está identificada apenas uma delas ou então ambas com o mesmo nome, o que não procede pois são espécies diferentes…

5. Nome científico: Ara macao (Linnaeus, 1758) – ARARACANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-PEQUENA
Nome em inglês: Scarlet Macaw | Francês: Ara rouge, Ara macao | Alemão: Heleroter Ara | Espanhol: Lapa roja, Guacamayo rojo, Guacamayo escarlata

Esta arara consta como ornamento no primeiro mapa do Brasil, datado de 1502. Existem indícios de que os descobridores europeus já haviam encontrado a A. macao na última década do século XV, em 1498, na desembocadura do Rio Orinoco… Geralmente nidificam em palmeiras. Vivem em bandos que podem, ocasionalmente, misturar-se ao bando de outras araras. Originalmente ocorre do México à Amazônia brasileira até o norte de Mato Grosso, sudeste do Pará e Maranhão…

Abaixo (do lado esquerdo da tela), máximo postal do Suriname com pintura da A. macao. Do lado direito, máximo-postal que mostra várias espécies de araras, cujo selo foi emitido em 28/12/1973 e compreende uma série de 4 valores sobre “Fauna e Flora Brasileira”, ele mostra a arara-canga, cujo nome científico correto é (A. macao) e não com a letra “u”, como está grafado no selo… Contribuição de J.A. Nota: Selos que mostram a arara-canga: Edifício-sede da UPAEP, GERCO, SIVAM, Zoo de Granada…

6. Nome científico: Ara militaris (Linnaeus, 1758) – ARARA-MILITAR (ombros verdes)
Nome em inglês: Military Macaw | Francês: Ara militaire | Espanhol: Guacamayo militar (Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

7. Nome científico: Ara rubrogenys (Lafresnaye, 1847) – arara-de-testa-vermelha? (testa vermelha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Red-fronted Macaw | Francês: Ara à front rouge, Ara de Lafresnaye | Espanhol: Guacamayo frente roja (centro da Bolívia)

8. Nome científico: Ara severa (Linnaeus, 1758), sinônimo: A. severus – MARACANÃ-GUAÇU (arara-de-testa-castanha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Chestnut-fronted Macaw, Severe Macaw | Francês: Ara vert, Ara sévère | Espanhol: Maracaná Grande, Guacamayo Severo (Panamá e América do Sul, Chocó e Amazonas)

9. Nome científico: Ara tricolor (Bechstein, 1811), sinônimo: A. cubensis – arara-vermelha-de-cuba / Cuban Red Macaw / Ara de Cuba, Ara tricolore, Ara d’Hispaniola (extinta, 1864)†

II. GÊNERO: Anodorhynchus | Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993 que mostra as três espécies desse gênero.

A. glaucus – ARARA-AZUL-PEQUENA / Glaucous Macaw
A. hyacinthinus – ARARAÚNA (descrita mais abaixo)
A. leari – ARARA-AZUL-DE-LEAR / Lear’s Macaw – Simbolo do Zoo de Salvador!

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus – ARARAÚNA ou ARARA-AZUL – Espécie ameaçada de extinção; maior psitacídeo do mundo!
Nome em inglês: Hyacinth Macaw, Hyacinthine Macaw | Francês: Ara hyacinthe | Alemão: Hyazinthara | Espanhol: Guacamayo de Jacinto

As palavras “-úna, una e un” em tupi-guarani significam escuro, negro, preto… Conhecida também como arara-preta (Mato Grosso), arara-una, arara-azul-grande e arara-hiacinta. Nota: Esta espécie de arara-azul, talvez pelo seu nome popular araraúna, eu já encontrei na internet com o seu nome científico errado: Ara ararauna, o qual é da espécie arara-canindé…

Elas são de fácil visualização, bastante ruidosas e impressionam por sua coloração azul-cobalto. Como sua plumagem é totalmente azul, um azul profundo, parecendo negra quando distantes, daí o seu nome popular araraúna, significando arara-preta.

Ameaçada de extinção, a arara-azul-grande é o maior psitacídeo do mundo, com 98 centímetros de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. Bico muito grande, negro, com aparência de ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula. Anel perioftálmico, pálpebras e uma faixa na base da mandíbula amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal.

Os machos e as fêmeas quase não apresentam dimorfismo sexual. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. A espécie é monógama, permanecendo unidos por toda a vida. Os ovos são redondos com a incubação ao redor de 30 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade.

Vivem em buritizais, isto é onde ocorre o buriti (Maruritia sp.), em formações vegetais nas margens dos rios, matas ciliares e cerrados adjacentes. Fazem ninhos em árvores e nos buritis. Ocorre em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, sul do Piauí e Maranhão, também no Pará e Tocantins. As populações da Bahia e de Minas Gerais nidificam nas escarpas de barrancos.

A espécie é carismática e bastante popular entre os habitantes do Pantanal. Devido à sua captura ilegal para atender à demanda do comércio nacional e internacional, à descaracterização do seu habitat e à coleta de penas para adornos indígenas e carnavalescos, a arara-azul tornou-se uma espécie ameaçada de extinção.

A sua situação na natureza só começou a mudar em 1990, quando foram iniciados os primeiros estudos da espécie no Pantanal Sul Mato-grossense. Hoje (2001), elas têm uma possibilidade concreta de conservação graças aos trabalhos científicos e de conscientização realizados pela equipe de pesquisadores e educadores do Projeto Arara-Azul.

Outros selos brasileiros que mostram a arara-una: UPAEP, bloco da WWF-Brasil. Abaixo, selo postal emitido pelas Nações Unidas de Genebra (Suíça), em 22/04/1999, numa série de 4 selos sobre espécies ameaçadas de extinção.

Placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Capa da revista Photo & Camera Magazine (Ano 1, Edição N° 3). Foto com duas araras da espécie.

 

III. GÊNERO: Cyanopsitta
C. spixii (Wagler, 1832) – ARARINHA-AZUL ou arara-de-spix / Spix’s Macaw, Little Blue Macaw. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro; segundo o livro “Brasil 500 Pássaros” (www.eln.gov.br). Homenagem do herpetologista e ornitologista alemão Johann Georg Wagler (1800-1832), que foi Diretor do Museu Zoológico na Universidade de Munique, Alemanha. Ele trabalhou nas extensas coleções trazidas do Brasil (sobretudo serpentes e aves), a partir de exemplares coletados por outros naturalistas como Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), que realizaram uma expedição no país, descrita na obra “Viagem pelo Brasil 1817-1820”. Além de descrever a ararinha-azul, por exemplo, Wagler escreveu “Serpentum Brasiliensium” (1824), entre outras obras. Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993.

IV. GÊNERO: Diopsittaca (Ridgway, 1912)
D. nobilis (Linnaeus 1758) – maracanã-nobre, arara-de-ombro-vermelho / Red-shouldered Macaw / Ara noble / Guacamayo noble, Guacamayo de Hahn

V. GÊNERO: Orthopsittaca (Bonaparte, 1854)
O. manilata (Boddaert, 1783) – arara-do-buriti, maracanã-do-buriti, maracanã-de-cara-amarela / Red-bellied Macaw / Ara macavouanne / Guacamayo de Vientre Rojo

VI. GÊNERO: Primolius (Bonaparte, 1857)
P. auricollis (Cassin, 1853) – maracanã-de-colar (arara-de-pescoço-dourado) / Golden-collared Macaw / Ara à collier jaune / Maracaná de Cuello Dorado, Guacamayo cuellodorado
P. couloni (Sclater PL, 1876) – maracanã-de-cabeça-azul / Blue-headed Macaw / Ara de Coulon / Guacamayo cabeza celeste, Maracaná de Cabeza Azul
P. maracana (Vieillot, 1816) – Blue-winged Macaw, Illiger’s Macaw / Ara d’Illiger / Maracaná Cara Afeitada, Guacamayo de Illiger

CANINDÉ

Um estudo sobre a etimologia ou origem da palavra “canindé”, além do tupi-guarani, tornou-se quase um desafio para mim… Etimologicamente, em sites “entendidos”, aparecem três versões: “teu seio”, “tua cama” ou “teu mato”, entretanto não penso assim…

A palavra “kamby” é seio; a palavra cama eu não sei como se grafa; “caá, ka’a, kaá” significam mato, como caatinga é “mato branco” e ainda temos “endé” sendo a terceira pessoal do singular: tu, você. Dizer que “canindé” signifique “teu mato” eu achei um horror… O que isso tem a ver com a arara em questão?

Além do nome popular arara-canindé, a palavra canindé pode se referir a:

Canindé – município (www.caninde.ce.gov.br)
Cidade localizada na microrregião de Canindé, no sul do estado do Ceará, a 110 quilômetros da capital Fortaleza, elevada à categoria de Município em 1846. Gentílico: canindeense. Em sua região de Cerrado (Japuê, Canindé, Inderê) há como tipo de solo o podzóiico: vermelho-amarelo (duas cores). A toponímia explica que canindé foi a denominação da tribo tapuia que habitava a região (índios Canindés e Jenipapos). No século XVIII, iniciou-se a construção da Capela de São Francisco das Chagas (1775), suspensa no ano de 1792 por causa da grande seca que então solapou o Ceará, concluída só em 1796. Por Alvará do rei Dom João VI, em 1817, a Capela de São Francisco passou à categoria de Matriz. Em 1925, o Papa Pio XI elevou o Santuário à categoria de Basílica Menor.

Canindés – Tribo canindé que significa povo pacífico também habitava o vale e a nascente do rio Canindé, o qual corta o sul do Piauí e deságua à direita do Parnaíba…

Canindé – Rio do estado do Ceará que banha também o estado do Piauí.

Conceição do Canindé – município (www.piaui.pi.gov.br e http://www.portalmunicipal.org.br)
Cidade localizada na microrregião do Alto Médio Canindé, no sudeste do estado do Piauí, a 337 quilômetros da capital Teresina. A caprinocultura, por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inóspitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantes parcelas da população carente, principalmente nas regiões de Campo Maior, Alto Piauí e Canindé. A Cidade se desenvolveu em torno da capela da Virgem da Conceição, na margem esquerda do rio Canindé, na altura do seu afluente, riacho Seco. Em 1870, diante do grande movimento de pessoas que afluíam para adorar a Santa, iniciou-se aconstrução da igreja. Cinco anos depois, com o novo templo já abençoado, ampliava-se o povoamento da localidade, conhecida por Conceição. Mais tarde, com a exploração da borracha de maniçoba, muito abundante na região, a povoação tomou notável impulso. Em 1954, o próspero povoado foi desmembrado de Paulistana, com o nome de Conceição do Canindé. Seis anos depois, o transbordamento do rio Canindé, destruiu a cidade; restaram apenas 21 casas…

Canindé de São Francisco – município (www.caninde.se.gov.br)
Cidade localizada no alto sertão do estado de Sergipe, marcada pelo cangaço, a 213 quilômetros da capital Aracaju. Na depressão do São Francisco, por exemplo, predominam solos arenosos, profundos e pouco férteis, cobertos pela vegetação da caatinga. Na década de 30 existiam dois povoados, Canindé de Cima e Canindé de Baixo, localizados entre morros. Com a construção da hidroelétrica de Xingó, os habitantes dessas povoações foram transferidos para uma “Nova Canindé”, uma cidade planejada. Canindé do São Francisco tornou-se a cidade mais visitada do Sergipe após a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 25% da energia consumida no estado.

Canindé – Bairro da Zona Norte da cidade de São Paulo, com presença da cultura popular boliviana, onde são realizadas feiras livres todos os domingos na Praça Kantuta – nome de uma flor do altiplano.

Estádio do Canindé – (referência ao bairro), o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte é um estádio de futebol localizado às margens do Rio Tietê, na cidade de São Paulo e que pertence ao clube poliesportivo da Associação Portuguesa de Desportos, simplesmente Portuguesa ou Lusa, como também é conhecida por seus torcedores, é um tradicional time de futebol do Estado de São Paulo. Fundada em 1920, na união entre cinco clubes brasileiros de origem portuguesa, o time é rubro-verde (duas cores).

Estrada do Canindé” – Letra de música, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Estrofe: “No sertão de Canindé”.

Caprino da raça canindé ou cabra-canindé (www.portal.sebrae.com.br)

O primeiro registro de que se tem notícia da presença de caprinos no Nordeste data de 1535, portanto, no início do período colonial do Brasil. Oriundas dos Pireneus, as cabras se fixaram em duas outras regiões da Europa, através das seguintes rotas: uma seguiu na direção dos Alpes e outra na direção da Península Ibérica (Espanha e Portugal), e posteriormente vieram para cá, trazidas pelos colonizadores portugueses.

Como os caprinos entraram no país pelo Nordeste, é provável que esse fato tenha dado à região o título de maior produtora desse tipo de pecuária, encontrada atualmente nos Estados (por ordem de número de cabeças): Bahia, Piauí, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Também chamados de crioulos os caprinos naturalizados (a etimologia do nome crioulo vem de “criar, que foi criado”), descendentes das populações de animais que chegaram ao Brasil na época da colonização, desenvolveram características peculiares por isolamento geográfico e seleção natural…

Assim, o Nordeste passou a apresentar um número expressivo de animais com padrão racial diferenciado, cujos tipos o povo sertanejo bem definiu, a exemplo das raças moxotó (animal branco com lista preta no dorso e membros igualmente pretos), parda-sertaneja (pelagem parda), graúna (pelagem preta), azul (pelagem cinza-azulada), canindé (pelagem escura com a barriga e região em torno dos olhos claras), marota (pelagem branca), repartida etc.

A mais rústica das cabras, a canindé, teria sido a fonte de leite dos negros fugidos durante a escravidão… Esse caprino, raça nativa do Nordeste brasileiro, tem sua pelagem preta, mas com o ventre todo branco ou de cor castanho claro (duas cores). Os caprinos da raça canindé assemelham-se aos da raça moxotó e repartida, em tamanho, forma e função, embora seja a que tem maior aptidão leiteira das três.

Desde o início, os escravos africanos vestiam apenas um pedaço de pano na parte baixa do corpo, de algodão rústico, chamado de “calindé” que significa “tanga branca utilizada pelos escravos negros”. Com isso, podemos concluir que o escravo vestia sua “calindé” da mesma maneira que a cabra-canindé (duas cores).

A cabra preta de “tanga” clara era destinada aos escravos, pois ela era “vestida” como um deles, com o “calindé”; dos negros… Ou seja, uma referência à similaridade entre os escravos e as cabras (de duas cores): ambos negros com a parte inferior do corpo coberto de branco.

Depois da Grande Seca (1877), ocasião em que os rebanhos bovinos foram quase que totalmente exterminados, as cabras dessa pelagem, foram encontradas em maior número no vale do rio Canindé, no Piauí, pouco se tendo notícia das mesmas em sua terra de origem, na Bahia. Parece que o nome consolidou-se como canindé, a partir de então…

Fonte: http://www.girafamania.com.br/americano/brasil_fauna_arara.html


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Fauna e Flora Brasileira

Como se sabe o Brasil é o país com a maior diversidade do mundo.

Segundo o evolucionista Ernst Mayr fauna é em estrito senso “a totalidade de espécies na área” -is the totality of especies in the area, e em lato senso “as espécies animais encontradas em uma área como resultado da história da área e suas condições ecológicas presentes” – the kinds of animals found in a area as a result of the history of the area and its present ecological conditions (Evolution and Diversity. Selected essays of life. Harward University Press. Engelad, p.563).

A fauna pode ser doméstica ou seja compreende os animais domesticados pelo homem e selvagem que são os animais selváticos, isto é , os animais que vivem em estado selvagem, ou seja os que não dependem do homem para sobreviver e procriar, os que vivem livres em seu habitat. Normalmente quando se fala em fauna pensamos logo na fauna selvagem, de forma que é a que tratamos aqui.

Como se sabe, a fauna tem importância fundamental no equilíbrio dos ecossistemas em geral, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, pois se constituem no elo de procriação já que são seus agentes polinizadores, como no caso dos beija-flores, insetos como borboletas, besouros etc; muitos animais são dispersores de sementes que necessitam passar por seu trato intestinal, como muitos mamíferos, sem contar que praticamente todos o animais são excelentes agentes adubadores; também tem sua importância na cadeia alimentar.

Fator Alimentar

Em termos de alimentação a fauna é importantíssima foi primordial à raça humana que dependia dela para sobreviver. A caça foi a forma rudimentar utilizada por nossos ancestrais para a obtenção de alimento. Ainda é para muitas tribos indígenas que vivem isoladas na Amazônia.

Já, o manejo da fauna também poderá ser muito importante para o homem dito civilizado, o qual poderá manter e desenvolver criação de animais silvestres para fins de obtenção de proteína. Cada dia que passa os conhecimentos científicos adquiridos nesta área possibilitam um melhor desenvolvimento desta atividade, o que poderá resultar em uma grande diversidade de espécies utilizáveis, melhorando a quantidade e qualidade da produção, complementando os produtos extraídos dos animais domésticos, através da biotecnologia e da utilização da engenharia genética. Mas tudo isto respeitando a preservação das espécies.

Fator Turístico

A manutenção da fauna silvestre também possibilita a sua exploração turística, pois a cada ano cresce o número de pessoas que procuram os parques naturais para ver os animais selvagens. Só de “birdwatchers” -que são aqueles que observam os pássaros, estima-se que existam mais de 80 milhões, o que representam um potencial econômico importantíssimo, pois necessitam usar hotéis e o comércio próximo às áreas de observação, gerando assim enormes receitas. Sem contar a pesca para alimentação em áreas naturais que também gera milhões de dólares em todo o mundo.

Além desse aspecto, a pesca esportiva pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos e para milhões de pessoas ou empresas ligadas direta ou indiretamente a ela. Nos EUA por exemplo, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Sem contar a possibilidade de exploração turística da pesca esportiva.

Fator Educativo

Em termos educadionais, a manutenção da fauna também é muito importante, pois possibilita aos jovens o contato com os animais selvagens passando assim a conhecer a vida em seu esplendor primitivo, permitindo que se tirem lições de vida e comportamentais através de sua observação atenta.

Fator de Beleza Cênica

Outra importância da manutenção da fauna através de parques e reservas naturais é a possibilidade de fornecer às pessoas locais de grande beleza plástica e cênica, o que valoriza a condição de vida de todos os que tem acesso a ela.

Natureza Jurídica da Fauna

Como se sabe, os elementos que compõem a fauna e ela própria, fazem parte da biodiversidade e esta é um dos principais aspectos que formam o meio ambiente. Já o meio ambiente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, nos termos do art.225 da Constituição Federal, o que leva a conclusão de que a fauna como componente do meio ambiente também é um bem de uso comum do povo e conseqüentemente um bem difuso, além de ser um bem ambiental.

Não se trata de um bem público no sentido de propriedade do Poder Público, mas de um bem de caráter público, difuso e de uso comum do povo.

Portanto, no Brasil a fauna tem a natureza jurídica de um bem ambiental de uso comum do povo e de caráter difuso.

Proteção e Declínio

A proteção da fauna e flora pode e deve ser feita através de: medidas administrativas e legais.

Medidas Administrativas

São feitas através da criação de unidades de conservação pelo Poder Público como parques nacionais, estaduais e municipais, estações ecológicas, florestas naturais, refúgios da vida selvagem, APAs- Áreas de Proteção Ambiental, Reservas da Biosfera e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Há ainda as regras contidas nas convenções internacionais que são adotadas por muitos países, como a Convenção de RAMSAR sobre as zonas úmidas de importância internacional, especialmente como habitat de aves aquáticas, a Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e flora selvagem em perigo de extinção, conhecida como CITES, onde relaciona os animais e plantas em perigo de extinção e regulamenta o seu comércio internacional, só para citar algumas.

Medidas Legais

Em relação a legislação propriamente dita, no Brasil há muitas leis protetoras da fauna e flora, pois vejamos.

O art.1º da Lei 5.197/67, protege os animais selvagens, considerando como tais os que vivem naturalmente fora do cativeiro.

Já a Constituição Federal diz que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a fauna (art.24,VI). Determina também que o Poder Público proteja a fauna e a flora, ficando proibido práticas que coloquem em risco a sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade (art.225).

Decreto-lei 221, de 28.2.67; regulamenta a proteção da fauna ictiológica (peixes), conhecido como Código de Pesca, o qual não protege apenas os peixes mas é mais amplo pois protege “todos os elementos animais ou vegetais que tenhamna água seu normal ou freqüente meio de vida (art.1º).

A Lei 7.643, de 18.12.87, proíbe a pesca de cetáceos em águas brasileiras.

Lei 9.605/98: a nova lei dos crimes ambientais regula também os crimes contra a fauna (art.29 ao art.37) e contra a flora (art. 38 ao art.53).

Lei 7.347/85 – por se constituírem bens de propriedade do Estado, de domínio público ao mesmo tempo que bens ambientais legalmente protegidos, tanto a fauna quanto a flora silvestre, podem ser protegidos através da ação civil pública regulamentada pela. O Ministério Público e as entidades que preencham os requisitos ali relacionados podem e devem propor a aplicação da legislação protetiva pertinente em havendo algum dano ou ameaça de dano aos citados bens.

Ou seja, há legislação suficiente para proteger a fauna.

Dessa forma a fauna tem importância primordial na existência e desenvolvimento das áreas naturais, o que vale dizer ainda que são produtores indiretos dos benefícios econômicos que a exploração da madeira, frutas, resinas florestais, entre outros, podem proporcionar aos homens.

Ademais, não podemos esquecer que o reino animal e o reino vegetal formam uma fina camada na superfície da terra, conhecida como biosfera, regida por rigorosas leis fisiológicas que em harmonia permitem a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da vida selvagem e da flora natural é primordial para a manutenção da vida global.

O declínio da fauna mundial é constatada a todo momento, devido principalmente pela destruição dos ambientes naturais. A cada dia extinguem-se várias espécies em todo o mundo.

Assim, podemos concluir que a fauna tem importância vital para a manutenção da biosfera da terra e conseqüentemente para o ser humano e sua preservação é primordial para mantermos a qualidade de vida do planeta, bem como a própria vida no planeta.

Fonte: http://www.aultimaarcadenoe.com


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Fauna e Flora Brasileira

No território brasileiro existe uma enorme variedade de plantas e animais.Eles são muito importantes para o equilíbrio da natureza.Mas também são importantes para o homem que se utiliza deles para sua própria vida.Vamos conhecer um pouco sobre a vegetação e a fauna encontradas no Brasil e estudar seu aproveitamento pela sociedade?

A Flora Brasileira

A vegetação participa da biodiversidade do nosso planeta.

São muitas as aplicações dos vegetais na alimentação, medicina, vestuário, habitação e na atividade industrial.

É um hábito antigo do homem fazer uso das plantas. Com o passar do tempo, acabamos descobrindo que muitos vegetais, além de atenderem às nossas necessidades básicas de alimentação e de abrigo, podiam também ser utilizados para curar doenças.

Com os avanços tecnológicos, passamos a usar mais e mais substâncias medicinais vindas dos vegetais, trazendo novas oportunidades de cura e melhoria da nossa qualidade de vida.

E ainda há muito há ser estudado sobre a nossa flora.

Madeira

A madeira é usada nas construções, na fabricação de embarcações, na carpintaria e marcenaria (móveis, embalagens, torneados, cabos de ferramentas), na confecção de materiais esportivos, de instrumentos musicais e para decoração em geral. Hoje em dia sabemos que a derrubada de árvores deve ser fiscalizada, pois por causa da falta de controle, muitas espécies que forneciam madeiras belas talvez nem existam mais num futuro próximo.

As madeiras mais utilizadas são da cumarurana, da cana-brava, do jatobá, da carnaúba e do ipê-amarelo.

Fibra

A fibra é extraída de diversas plantas e utilizada no artesanato (de cestos, chapéus, peneiras) e na fabricação de tecidos, redes, cordoaria e tapetes. É extraída da carnaúba, do jatobá, do olho-de-boi, do cipó-de-beira-mar, do cipó-de-canoa.

Celulose

É o principal formador da fibra e sai principalmente da polpa da madeira para a composição do papel. A celulose é extraída da carnaúba, da timbaúba, do ipê-amarelo, do umbu, da fruta-de-cutia.

Óleos Essenciais

Os óleos essenciais são também chamados de óleos voláteis e saem das plantas aromáticas como amburana, capim-limão, canela-silvestre, babaçu, pau-rosa e caju. Têm sabor e aroma agradáveis, por isso com essas plantas fabricamos perfumes e produtos de beleza. Na fabricação dos remédios e do fumo os vegetais também dão o sabor.

Alimentos

Como alimento humano, cada vez mais espécies de vegetais vão sendo introduzidas na nossa agricultura e passam a ser utilizadas na nossa alimentação. A maior parte dos vegetais também serve de alimento para os animais.

Comer alimentos de origem vegetal é muito importante para nossa saúde. Milho, caju, mangaba, babaçu, tamarindo, macaxeira e amendoim são alguns exemplos.

Vegetais Tóxicos

É chamado de tóxico o vegetal que tem uma substância que envenena. Ele é útil na fabricação de remédios para matar insetos, ratos e carrapatos.

Fármacos

Os fármacos são os vegetais utilizados para fabricar remédios e podem ser extraídos de qualquer parte da planta. Alguns vegetais que fornecem substâncias para a produção de fármacos: a cabreúva, o anjico-branco, a erva-pombinha, a lágrima-de-jó, o jacarandá.

A Fauna Brasileira

Você sabe o que é fauna?

Fauna é o conjunto das espécies animais. Cada animal é adaptado ao tipo de vegetação, clima e relevo da região onde vive.

O Brasil possui uma fauna muito diversificada. Somos o país da América do Sul com a maior diversidade de aves. Alguns dos animais da fauna brasileira não existem em outra parte do mundo. Mas toda essa diversidade não significa abundância de espécies, principalmente porque o desmatamento das florestas, a poluição das águas, o comércio ilegal de animais e a caça predatória são fatores que vêm exterminando muitos animais e diminuindo a riqueza de nossa fauna.

Um problema grave para a fauna do Brasil: novas espécies estão sendo descobertas e imediatamente consideradas ameaçadas de extinção. O mico-leão-caissara, o bicudinho-do-brejo e a ararinha-azul são exemplos de animais que em breve poderão deixar de existir. Vale lembrar que todas as espécies têm grande importância para os ecossistemas naturais e basta a extinção de uma delas para que graves desequilíbrios ocorram no meio ambiente.

Fonte: http://www.ibge.gov.br


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Flora brasileira

Plantas



O Brasil possui a maior biodiversidade vegetal do planeta, com mais de 55 mil espécies de plantas superiores e cerca de dez mil briófitas, fungos e algas, um total equivalente a quase 25% de todas as espécies de plantas existentes. A cada ano, cientistas adicionam dezenas de espécies novas a essa lista, incluindo árvores de mais de 20 m de altura.

Acredita-se que o número atual de plantas conhecidas represente apenas 60% a 80% das plantas realmente existentes no país. Essa diversidade é tão grande que em cerca de 1 ha da Floresta Amazônica ou da Mata Atlântica encontram-se mais espécies de árvores (entre 200 e 300 espécies) que em todo o continente europeu.

A flora brasileira está espalhada por diversos hábitats, desde florestas de terra firme com cerca de 30 m de altura de copa e com uma biomassa de até 400 t/ha, até campos rupestres e de altitude, com sua vegetação de pequenas plantas e musgos que freqüentemente congelam no inverno; e matas de araucária, o pinheiro brasileiro no sul do país. Alguns desses hábitats são caracterizados por uma flora endêmica característica.

Os campos rupestres e de altitude que dominam as montanhas do Brasil central, por exemplo, apresentam uma grande variedade de espécies de velosiáceas, eriocauláceas, bromeliáceas e xiridáceas que só ocorrem nesse hábitat. A maior parte da flora brasileira, entretanto, encontra-se na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica, embora o Pantanal Mato-grossense, o cerrado e as restingas também apresentem grande diversidade vegetal.

Algumas famílias de plantas destacam-se por sua grande diversidade na flora brasileira. A família das bromeliáceas, que inclui as bromélias, gravatás e barbas-de-velho, tem mais de 1.200 espécies diferentes. São as plantas epífitas mais abundantes em todas as formações vegetais do país, desde as restingas e manguezais até as florestas de araucária e campos de altitude.

Outras famílias importantes são a das orquidáceas; a das mirtáceas, que dominam a flora das restingas e da Mata Atlântica; a das lecitidáceas, que incluem dezenas de espécies arbóreas da Amazônia; e a das palmáceas, também representadas por numerosas espécies, boa parte de grande importância econômica, como os palmitos, cocos e açaís.

ESPÉCIES EXÓTICAS

Além das espécies nativas, a flora brasileira recebeu aportes significativos de outras regiões tropicais, trazidos pelos portugueses durante o período colonial. Várias dessas espécies de plantas restringiram-se às áreas agrícolas, como o arroz, a cana-de-açúcar, a banana e as frutas cítricas. Outras, entretanto, adaptaram-se muito bem e espalharam-se pelas florestas nativas a tal ponto que freqüentemente são confundidas com espécies nativas.

O coqueiro (Cocus nucifera) que forma verdadeiras florestas ao longo do litoral nordestino brasileiro, é originário da Ásia. Da mesma forma, a fruta-pão (Artocarpus communis) e a jaqueira (Artocarpus integrifolia), originários da região indo-malaia, são integrantes comuns da Mata Atlântica. Além dessas, podemos citar a mangueira, a mamona, o cafeeiro e várias espécies de eucaliptos e pinheiros, introduzidas para a produção de madeira, bem como dezenas de espécies de gramíneas. É comum encontrar em matas degradadas ou brotadas em pastos ou terras agrícolas abandonadas uma grande proporção de espécies exóticas

PLANTAS MEDICINAIS

A diversificada flora brasileira é amplamente utilizada pela população, embora pouco se conheça cientificamente sobre seus usos. Por exemplo, um estudo recente realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi na ilha de Marajó, no Pará, identificou quase 200 espécies de plantas de uso terapêutico pela população local. A população indígena também utilizou e ainda utiliza a flora brasileira, porém tal conhecimento tem se perdido com sua aculturação. É provável que muitas espécies de plantas brasileiras tenham uso terapêutico ainda desconhecido. Esse conhecimento, entretanto, está ameaçado pelo desmatamento e pela expansão das terras agropecuárias.

Fonte: Enciclopédia Encarta
Portal Amazônia-2005


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Floresta Amazônica

Floresta Amazônica
Conheça a Floresta Amazônica, clima, vegetação, relevo, fauna, flora, índice de chuvas,
desmatamento, preservação, biodiversidade, índios, pulmão do mundo.


Introdução
Situada na região norte da América do Sul, a floresta amazônica possui uma extensão de aproximadamente 7 mil quilômetros quadrados, espalhada por territórios do Brasil,
Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Porém, a maior parte da floresta está presente em território brasileiro (estados do Amazonas, Amapa, Rondônia, Acre, Pará e Roraima). Em função de sua biodiversidade e importância, foi apelidada de o “pulmão do mundo”.

Conhecendo a floresta
É uma
floresta tropical fechada, formada em boa parte por árvores de grande porte, situando-se próximas uma das outras (floresta fechada). O solo desta floresta não é muito rico, pois possui apenas uma fina camada de nutrientes. Esta é formada pela decomposição de folhas, frutos e animais mortos. Este rico húmus é matéria essencial para as milhares de espécies de plantas e árvores que se desenvolvem nesta região. Outra característica importante da floresta amazônica é o perfeito equilíbrio do ecossistema. Tudo que ela produz é aproveitado de forma eficiente. A grande quantidade de chuvas na região também colabora para o seu perfeito desenvolvimento.

Como as árvores crescem muito juntas uma das outras, as espécies de vegetação rasteira estão presentes em pouca quantidade na floresta. Isto ocorre, pois com a chegada de poucos raios solares ao solo, este tipo de vegetação não consegue se desenvolver. O mesmo vale para os animais. A grande maioria das espécies desta floresta vive nas árvores e são de pequeno e médio porte. Podemos citar como exemplos de animais típicos da floresta amazônica: macacos, cobras, marsupiais, tucanos, pica-paus, roedores, morcegos entre outros. Os rios que cortam a floresta amazônica (rio amazonas e seus afluentes) são repletos de diversas espécies de peixes.

O clima que encontramos na região desta floresta é o equatorial, pois ela está situada próxima à linha do equador. Neste tipo de clima, as temperaturas são elevadas e o índice pluviométrico (quantidade de chuvas) também. Num dia típico na floresta amazônica, podemos encontrar muito calor durante o dia com chuvas fortes no final da tarde.

Problemas atuais enfrentados pela floresta amazônica:
Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Madereiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta.

Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.

Com a descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), muitos rios estão sendo contaminados. Os garimpeiros usam o mercúrio no garimpo, substância que está contaminando os rios e peixes da região. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com a extração de ouro na região, pois a água dos rios e os peixes são importantes para a sobrevivência das tribos.


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Fauna e Flora Brasileira

A grande extensão territorial e latitudinal e a diversidade climática do Brasil explicam a extraordinária riqueza vegetal que o país possui. Situado quase totalmente dentro da Zona Neotropical, podemos dividi-lo para fins geográficos em dois territórios: o amazônico e o extra-amazônico. No amazônico (área equatorial ombrófila) o sistema ecológico vegetal decorre de um clima de temperatura média em torno de 25°C com chuvas torrenciais bem distribuídas durante o ano. No extra-amazônico (área inter-tropical), o sistema ecológico vegetal responde a dois climas: o tropical com temperaturas médias por volta de 22°C e precipitação estacional, com período seco, e o subtropical com temperatura média anual próxima dos 18°C, com chuvas bem distribuídas.

A grande quantidade de espécies vegetais nativas e exóticas de importância econômica, conhecida e descrita em trabalhos científicos, representa apenas uma amostra das que provavelmente existem. Não podemos esquecer que grande parte da cobertura vegetal primitiva já foi e continua sendo impiedosamente devastada, criando sérios riscos de acidentes e desequilíbrios ecológicos.

A ação do homem como devastador da vegetação original se iniciou com a colonização do Brasil, sendo acentuada nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e parte do Centro-Oeste. Estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais já devastaram a maior parte da cobertura primitiva.

Na Região Norte a ação depredadora data da década de 60, com crescimento nos anos 70/80, provocando o quase desaparecimento de espécies raras e já sendo motivo de preocupação em áreas como Rondônia, oeste do Tocantins e sul do Pará, enquanto o reflorestamento e a preservação são incipientes.

A vegetação brasileira pode ser classificada em três grupos principais: formações florestais ou arbóreas, formações arbustivas e herbáceas e formações complexas e litorâneas. Quanto aos tipos de vegetação, encontramos no território brasileiro as seguintes:

1) vegetação do tipo Savana (Cerrado/Campos) - Ocorre principalmente na região Centro-Oeste, aparecendo também no norte amazônico, desde o vale do rio Tacatu (Roraima) até os tabuleiros do Amapá; no litoral e interior do Nordeste; no planalto sedimentar da bacia do Paraná; na região sudeste; na Região Sul em áreas do Planalto Meridional.

2) Estepe (Caatinga e Campanha Gaúcha) - No árido sertão nordestino a estepe (conhecida como caatinga) corresponde a várias formações vegetais que se constituem num tipo de vegetação estacional decidual, com várias cactáceas. A outra área de estepe brasileira se encontra no Sul do Brasil, nas fronteiras com o Uruguai e Argentina; é a Campanha Gaúcha, que recobre as superfícies conservadas do planalto da Campanha e da depressão dos rios Ibicuí e Negro.

3) A Savana estépica (vegetação chaquenha, campos de Roraima e Campanha Gaúcha) – É um tipo de vegetação constituída por uma cobertura arbórea e várias cactáceas, que recobre um estrato graminoso. No Brasil ocupa três áreas bem diversas geograficamente, o Pantanal Mato-Grossense, os Campos de Roraima e a Campanha Gaúcha. A primeira situa-se entre a Serra da Bodoquena (Mato Grosso do Sul) e o rio Paraguai, sendo a maior área de ocorrência no Brasil desse tipo de vegetação. A segunda, a de Roraima (limites com a Venezuela), aparece entre as áreas dissecadas do monte Roraima e a planície do rio Branco. E a terceira ocupa a parte sul-sudeste do Rio Grande do Sul, fazendo parte da Campanha Gaúcha.

4) Vegetação lenhosa oligotrófica dos pântanos e das acumulações arenosas (Campinarana) - Esse tipo de vegetação se restringe às áreas amazônicas do alto rio Negro e seus afluentes adjacentes, recobrindo as áreas deprimidas e embrejadas, caracterizada por agrupamentos de formações arbóreas altas e finas.

5) Floresta ombrófila densa (Floresta Amazônica/Floresta Atlântica) – Ocupa parte da Amazônia, estendendo-se pelo litoral desde o sul de Natal, Rio Grande do Norte até o Espírito Santo, entre o litoral e as serras pré-cambrianas que margeiam o Atlântico, estendendo-se ainda pelas encostas até a região de Osório, no Rio Grande do Sul. A floresta Atlântica já foi quase totalmente devastada, restando apenas poucos locais onde se encontra a floresta original. Esse tipo de vegetação nas duas áreas (Amazônica e Atlântica) consiste de árvores que variam de médio a grande porte e com gêneros típicos que as caracterizam.

6) Floresta ombrófila aberta (Floresta de Transição) - Encontra-se entre a Amazônia e a área extra-amazônica. É constituída de árvores mais espaçadas, com estrato arbustivo pouco denso. Trata-se de uma vegetação de transição entre a floresta Amazônica úmida a oeste, a caatinga seca a leste e o cerrado semi-úmido ao sul. Essa região fitoecológica domina, principalmente, os estados do Maranhão e Piauí, aparecendo também no Ceará e Rio Grande do Norte.

7) Floresta ombrófila mista (Mata dos Pinheiros) - Esse tipo de vegetação, também conhecida por “mata dos pinhais ou de araucárias”, é encontrada concentrada no Planalto Meridional, nas áreas mais elevadas e mais frias, com pequenas ocorrências isoladas nas serras do Mar e Mantiqueira (partes altas). Destacam-se os gêneros Araucária, Podocarpus e outros de menos importância.

8) Floresta estacional semidecidual (Mata semicaducifólia) - Esse tipo de vegetação está ligado às estações climáticas, uma tropical, com chuvas de verão e estiagem acentuada, e outra subtropical, sem período seco mas com seca fisiológica por causa do frio do inverno. Ocorrem nas áreas brasileiras com esses tipos climáticos.

9) Floresta estacional decidual (Mata caducifólia) – Ocorre no território brasileiro dispersivamente e sem continuidade, pois só aparece em áreas caracterizadas por duas estações climáticas bem definidas, chuvosa e seca. O estrato arbóreo é predominantemente caducifólio (perdem as folhas na seca).

10) Áreas das formações pioneiras de influência marinha (Vegetação de Restinga e Manguezal) - As áreas de influência marinha são representadas pelas restingas ou cordões litorâneos e pelas dunas que ocorrem ao longo da costa. São formados pela deposição de areias, aí ocorrendo desde formações herbáceas até arbóreas. Os manguezais sofrem influência fluviomarinha onde nasce uma vegetação de ambiente salobro que também apresenta fisionomia arbórea e arbustiva; são encontrados em quase todo o litoral brasileiro, mas as maiores concentrações aparecem no litoral norte e praticamente desaparecem, a partir do sul da ilha de Santa Catarina, pois é vegetação típica de litorais tropicais.

11) Áreas das formações pioneiras ou de influência fluvial (Vegetação Aluvial) - É um tipo de vegetação que ocorre nas áreas de acumulação dos cursos dos rios, lagoas ou assemelhados; a fisionomia vegetal pode ser arbórea, arbustiva ou herbácea, formando ao longo dos cursos dos rios as Matas-Galerias. A vegetação que se instala varia de acordo com a intensidade e duração da inundação.

12) Áreas de Tensão ecológica (Contatos entre tipos de vegetação) – São denominadas assim as regiões de contato entre grandes tipos de vegetação, em que cada tipo guarda sua identidade. Ocorre em vários locais do país, inclusive no Pantanal nas áreas alagadas, periodicamente alagadas e nas livres das inundações. Existem aí várias associações vegetais como palmeiras, gramíneas e bosques chaquenhos.

13) Refúgio ecológico (Campos de altitude) – Qualquer tipo de vegetação diferente do contexto geral da flora da região é considerada como um “refúgio ecológico”. Este é o caso da vegetação que se localiza, no Brasil, acima de 1800m de altitude.

Flora brasileira, o Brasil possui a maior biodiversidade vegetal do planeta, com mais de 55 mil espécies de plantas superiores e cerca de 10 mil de briófitas, fungos e algas, um total equivalente a quase 25% de todas as espécies de plantas existentes. A cada ano, cientistas adicionam dezenas de espécies novas a essa lista, incluindo árvores de mais de 20 metros de altura. Acredita-se que o número atual de plantas conhecidas represente apenas 60% a 80% das plantas realmente existentes no país. Essa diversidade é tão grande que em cerca de um hectare da floresta amazônica ou da Mata Atlântica encontram-se mais espécies de árvores (entre 200 e 300 espécies) que em todo o continente europeu.

A flora brasileira está espalhada por diversos hábitats, desde florestas de terra firme com cerca de 30 metros de altura de copa e com uma biomassa de até 400 toneladas por hectare, até campos rupestres e de altitude, com sua vegetação de pequenas plantas e musgos que freqüentemente congelam no inverno; e matas de araucária, o pinheiro brasileiro no sul do país. Alguns desses hábitats são caracterizados por uma flora endêmica característica. Os campos rupestres e de altitude que dominam as montanhas do Brasil central, por exemplo, apresentam uma grande variedade de espécies de velosiáceas, eriocauláceas, bromeliáceas e xiridáceas que só ocorrem nesse hábitat. A maior parte da flora brasileira, entretanto, encontra-se na Mata Atlântica e na floresta amazônica, embora o Pantanal mato-grossense, o cerrado e as restingas também apresentem grande diversidade vegetal.

Algumas famílias de plantas destacam-se por sua grande diversidade na flora brasileira. A família das bromeliáceas, que inclui as bromélias, gravatás e barbas-de-velho, tem mais de 1.200 espécies diferentes. São as plantas epífitas mais abundantes em todas as formações vegetais do país, desde as restingas e manguezais até as florestas de araucária e campos de altitude. Outras famílias importantes são a das orquidáceas; a das mirtáceas, que dominam a flora das restingas e da Mata Atlântica; a das lecitidáceas, que incluem dezenas de espécies arbóreas da Amazônia; e a das palmáceas, também representadas por numerosas espécies, boa parte de grande importância econômica, como os palmitos, cocos e açaís.

Espécies exóticas

Além das espécies nativas, a flora brasileira recebeu aportes significativos de outras regiões tropicais, trazidos pelos portugueses durante o período colonial. Várias dessas espécies de plantas restringiram-se às áreas agrícolas, como o arroz, a cana-de-açúcar, a banana e as frutas cítricas. Outras, entretanto, adaptaram-se muito bem e espalharam-se pelas florestas nativas a tal ponto que freqüentemente são confundidas com espécies nativas. O coqueiro (Cocus nucifera) que forma verdadeiras florestas ao longo do litoral nordestino brasileiro, é originário da Ásia. Da mesma forma, a fruta-pão (Artocarpus communis) e a jaqueira (Artocarpus integrifolia), originários da região indo-malaia, são integrantes comuns da Mata Atlântica. Além dessas, podemos citar a mangueira, a mamona, o cafeeiro e várias espécies de eucaliptos e pinheiros, introduzidas para a produção de madeira, bem como dezenas de espécies de gramíneas. É comum encontrar em matas degradadas ou brotadas em pastos ou terras agrícolas abandonadas uma grande proporção de espécies exóticas

Plantas medicinais

A diversificada flora brasileira é amplamente utilizada pela população, embora pouco se conheça cientificamente sobre seus usos. Por exemplo, um estudo recente realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi na ilha de Marajó, no Pará, identificou quase 200 espécies de plantas de uso terapêutico pela população local. A população indígena também utilizou e ainda utiliza a flora brasileira, porém tal conhecimento tem se perdido com sua aculturação. É provável que muitas espécies de plantas brasileiras tenham uso terapêutico ainda desconhecido. Esse conhecimento, entretanto, está ameaçado pelo desmatamento e pela expansão das terras agropecuárias.

Fauna

Extremamente variada, a fauna do Brasil difere em muitos aspectos daquela da América do Norte. Os maiores animais existentes são a onça parda, o jaguar, a jaguatirica e o guaxinim. Existem grandes quantidades de pecari, anta, tamanduá, preguiça, gambá e tatu. Os cervos são numerosos no sul e há macacos de várias espécies na floresta. Muitos tipos de pássaros são nativos do país. Entre os répteis se incluem diversas espécies de jacarés e cobras, em especial a surucucu, a jararaca e a jibóia. Há um grande número de peixes e tartarugas nas águas dos rios, lagos e costas do Brasil.

Fonte: www.brasil-web.de

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