Fauna e Flora Brasil


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Amazônia – Fascínio e Destruição

Fonte:Greenpeace

Em 1999 chegamos à Amazônia para investigar a exploração ilegal de madeira. Não saímos mais. Muitas pesquisas e ameaças de morte depois, continuamos em campo. Aliados às comunidades locais, identificamos áreas sob pressão de desmatamento e denunciamos os responsáveis. Lutamos para que a produção de gado e soja, maiores vetores de devastação, parem de avançar sobre a floresta. Em 2014, voltamos a tratar do tema da exploração ilegal de madeira denunciando as fraudes no sistema que controla o setor.

© Greenpeace / Rodrigo Baleia

Do alto, do solo ou da água, a Amazônia é um impacto para os olhos. Por seus 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali que mora metade das espécies terrestres do planeta. São aproximadamente 40 mil espécies de plantas e mais de 400 de mamíferos. Os pássaros somam quase 1.300, e os insetos chegam a milhões.

No Brasil, que engloba cerca de 60% da bacia amazônica, o bioma cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional) e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). Ele é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal – uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia)

Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo, com cerca de um quinto do volume total de água doce do planeta. Às suas margens, vivem mais de 24 milhões de pessoas, incluindo mais de 342 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas.

Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.

Grandes também são as ameaças

Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, foram desmatados cerca de 18% da Amazônia brasileira  – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil de ser quebrada até hoje.

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Isso pode mudar com a consolidação doCAR (Cadastro Ambiental Rural), ferramenta de regularização ambiental prevista no Código Florestal, mas que ainda está em processo de implementação. Os órgãos ambientais correm atrás de recursos para enquadrar os que ignoram a lei, mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, é impactante.

Desenvolvimento para quem?

Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.

Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby ruralista por mudanças na legislação ambiental conseguiu aprovar o novo Código Florestal, que concedeu anistia a quem desmatou ilegalmente e enfraqueceu a legislação. O objetivo é que mais áreas de floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por desenvolvimento deu ao país a segunda posição dentre os maiores exportadores de produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população local. As taxas anuais de desmatamento na Amazônia brasileira, que haviam caído nos últimos anos, aumentaram 28% entre agosto de 2012 e julho de 2013.

A exploração predatória e ilegal de madeira continua a ser um enorme problema na região, e tem como principal consequência a degradação florestal, que é o primeiro passo para o desmatamento. Além disso, ela causa inúmeros conflitos sociais, como ameaças e assassinatos de lideranças que lutam para proteger a floresta. Como se não bastasse, essa madeira chega aos mercados nacionais e internacionais como se fosse legal, por meio de um processo de “lavagem” que utiliza documentos oficiais para dar status de legalidade à madeira tirada de locais que não possuem autorização – incluindo áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação. O sistema do governo que deveria controlar o setor madeireiro é falho e está totalmente fora de controle.

As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos rios, em forma degrandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.

Soluções

– Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2020, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Atualmente, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero no Brasil já conquistou o apoio de 1 milhão de brasileiros. Não é preciso derrubar mais florestas para que o país continue produzindo. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas.

– Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

– Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

– Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação. A proteção da Amazônia e a criação de um modelo de desenvolvimento sustentável e justo para a região pode gerar oportunidades para os povos que dependem da floresta.


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Arara Azul

Arara-azul

 

A Raridade

A Arara

é uma ave rara, pois o homem não pára

De ir ao mato caçá-la, para pôr na sala.

Em cima de um poleiro…

Onde fica, o dia inteiro

Fazendo escarcéu, porque já não pode

Voar pelo céu.

E se o homem não pára

De caçar arara

Hoje uma ave rara

Ou arara some

ou então muda seu nome

Para rara.

“A Raridade” de José Paulo Paes.

 

Classificação Científica

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Psitaciformes

Família: Psittacidae

Distribuição Geográfica: Região Norte e Central do Brasil e no Pantanal Boliviano

 

A arara-azul se destaca por sua beleza, tamanho e comportamento. Possui um azul exuberante, seu tamanho pode chegar a 100 centímetros de comprimento e 120 centímetros de envergadura. Está entre as espécies ameaçadas de extinção devido a degradação do seu habitat natural, caça, e ao comércio clandestino.

A população de Araras-Azuis é de aproximadamente 6500 indivíduos assim distribuídos: Pantanal com cerca de 5000 araras (é a que se encontra em melhor situação na natureza). No Mato Grosso do Sul, estima 4000 araras sendo que a população tem aumentado e expandido. No Mato Grosso, estima cerca de 800 indivíduos. Na Bolívia tinha praticamente acabado e voltou a aparecer, com cerca de 150-200 indivíduos.No Brasil Central com cerca de 800-1000 araras-azuis, e na região Norte do Brasil, aproximadamente 500 araras-azuis, incluindo os estados do Amazonas e Pará, podendo haver uma lacuna entre as populações do dois estados..

As araras-azuis voam sempre em pares ou em grupo, elas são extremamente sociável e os casais geralmente são fiéis e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes. Se alimentam das castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiuva. No caso do acuri, aproveitam aqueles caídos no chão, ruminados pelo gado ou por animais silvestres e o coco da bocaiuva é colhido e comido diretamente no cacho.

Seus ninhos geralmente são feitos no tronco de árvores como a de ximbuva, angico branco e manduvi, que possui um cerne macio. O pico de reprodução pode variar, mas em geral acontece de setembro a outubro, sendo que a criação dos filhotes pode se estender até janeiro ou fevereiro do ano seguinte.A fêmea costuma botar de 1 a 3 ovos em dias diferentes, a média encontrada é de 2 ovos. É ela que fica no ninho, chocando os ovos, sendo nesse período alimentada pelo macho. O período de incubação do ovo é de 28 a 30 dias.

Depois de nascidos, os filhotes correm risco de vida até 45 dias após seu nascimento, pois não conseguem sobreviver a invasão de outros animais ou pássaros no ninho, na maioria dos casos apenas um filhote, geralmente o mais saudável, sobrevive, são alimentados pelos pais até os 6 meses e só se aventuram a voar pela primeira vez após 3 meses de vida.

Essas aves têm um aliado importante na luta pela sua preservação: o Projeto Arara Azul, criado pela bióloga Neiva Guedes para salvar a espécie de extinção. Pois, por mais que sua população possua uma número significativo de indivíduos, a arara-azul ainda está sendo considerada uma espécie ameaçada de extinção devido a sua baixa taxa de natalidade, a destruição do seu habitat e a coleta de ovos e de filhotes para o tráfico ilegal.

 

Fonte: Instituto Arara Azul


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Flora Brasileira em Extinção

O processo de extinção é definido como o evento em que se relaciona o desaparecimento de espécies ou grupos de espécies de um determinado ambiente. Mas esse que deveria ser um evento natural, tem sido provocado pela ação desrespeitosa do ser humano. A extinção deveria ser fato provocado por outros fatores, como o longo isolamento geográfico, diferenciação genética, catástrofes naturais e até mesmo devido ao surgimento de espécies mais evoluídas, mas a realidade é um tanto contrária.

flora ameaçda de extinção no Brasil

O surgimento e/ou a extinção das espécies naturalmente demanda milhões de anos para acontecer.

A exploração do meio ambiente, bem como todas a outras ações predatórias realizadas pelos homens, estão acelerando a extinção das espécies, seja da fauna, como também da flora. Na verdade quando ocorre o desaparecimento de um tipo de plantas ou de um animal, certamente ambos se prejudicam e assim, a natureza vai sendo devastada. A principal causa da extinção da flora está no extrativismo ilegal, feito com a finalidade de obter substâncias benéficas para o homem, seja na elaboração de cosméticos, medicamentos, entre outros.

No Brasil, a primeira Lista Oficial feita sobre as espécies da flora ameaçadas de extinção foi editada no ano de 1968, conde se pode constatar cerca de 13 espécies, no entanto, nos anos seguintes esse número triplicou. Na lista de 1992 até o sidas atuais, estão enumeradas aproximadamente mais de 1537 espécies, entre elas estão doze espécies importantes de madeiras, como o “pau-roxo” (Peltogyne maranhensis), da Amazônia.

Algumas espécies em extinção:

Syngonantus suberosus

 

 

 

Margarida – Syngonantus suberosus

 

 

 

 

jaborandi

 

 

Jaborandi-legitimo – Rutaceae Pilocarpus microphyllus

 

 

 

 

Gravatá

 

 

 

Gravatá – Bromeliaceae Vriesea brusquensis

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia – Davilla glaziovii

 

 

 

 

 

pinheiro brasileiro

 

 

 

Pinheiro-brasileiro – Araucaria angustifolia

 

 

 

 

 

 

De acordo com as pesquisas, a região que mais sofre com extinção da flora é a Mata Atlântica, mas os outros biomas brasileiros também estão ameaçados, o cerrado, por exemplo, fica na segunda posição de local com maior degradação de espécies. Por causa disso, muitas ações são realizadas afim de evitar o aumento da extinção e a preservação das espécies, o Ministério do Meio Ambiente sempre está lançando planos de defesa dos biomas, mas ainda é insuficiente se comparando com os atos cometidos contra a natureza.

De acordo com a lista, o número de espécies da flora brasileiras se baseiam nos diferentes biomas – Mata Atlântica:276, Cerrado:131, Caatinga:46, Amazônia:24, Pampa:17 e Pantanal: 02. Esse crescimento constante no número de espécies em extinção, confere e reflete o aumento das pressões antrópicas sobre a vegetação de diferentes regiões do Brasil, bem como a intensa exploração de variados tipos de plantas existentes.

Fonte: http://www.dicasfree.com/flora-brasileira-em-extincao/#ixzz337euAQhL


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Presente x Futuro

 

Imagem

 

 

 

Pensar em sustentabilidade é pensar na família, no próximo e em você mesmo.”

– Dijalma Augusto Moura –

Muito se fala sobre preservação do Meio Ambiente para garantirmos um futuro melhor para nossos filhos e netos, mas aí esquecemos que nosso presente já não está tão agradável. Vemos inúmeras reportagens e artigos falando sobre o quão “louca” está a natureza, são chuvas torrenciais ou secas devastadoras, animais selvagens presentes em cenários urbanos, mar remodelando o litoral brasileiro… E ainda dizemos que devemos nos preocupar com o futuro? Não descarto essa ideia, mas devemos nos preocupar muito mais com o presente.

Em alguns lugares começamos o ano numa seca horrível, a umidade estava tão baixa que pessoas estavam passando mal e as gotas de chuva antes mesmo de tocar o solo já haviam evaporado, as barragens secando e o povo consumindo como se não houvesse amanhã. Em outras regiões chove tanto que existem lugares decretando estado de calamidade, famílias desabrigadas por terem suas casas alagadas. Não reconhecemos mais as estações, está tudo fora de ordem. Falta comida ou por falta da água ou pelo excesso dela.

Por mais que se chova muito ainda nos vemos com um problema: A falta de água. Sim, a água, aquela que ocupa mais de 70% da superfície de nosso planeta, aquela que tem maior nível de concentração no Brasil, que possui cerca de 15% da água doce de todo planeta. O desmatamento e a poluição tem sido os principais causadores dessa escassez. A contaminação da água vem matando animais e destruindo plantações, afetando nossa fauna e flora. Esta também ameaçada pelo aquecimento global, que tendo derretido as calotas polares do Atlântico Norte tem ameaçado “baleias jubarte, tartarugas pente, albatrozes, papagaio-da-cara-roxa, recifes de corais e até as araucárias”¹.

As consequências do aquecimento também ameaça o homem (caso animais e vegetação não lhe atinjam), o mar tem avançado e ameaçado destruir praias e até cidades, tendo Recife (Veneza Brasileira) como principal. Todo esse desequilíbrio ambiental tem feito com que animais, sem ter o que comer ou para onde ir, estão começando a invadir a área urbana (como se não tivéssemos sido nós a invadir a área  deles, não!). Isso é preocupante para a população e para a segurança física desses animais que são mortos ou feridos em rodovias ou por pessoas que, por falta de informação, acabam por matar esses animais tão importantes para o ecossistema.

É  importante que haja reflexão, mas é imprescindível que haja atitude. Precisamos mudar alguns hábitos e precisamos já, pois a natureza não espera ela apenas reage. Muito mais importante do que fazemos pelo futuro é o que fazemos por nosso presente.

¹ Juliana Gonçalves, Gazeta Povo, 25 de janeiro de 2012.

Por: Rayana Gomes


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Características da Fauna e Flora Brasileira

Rhea americana – Ema

O Bioma Cerrado ocupa cerca de 2 milhões de km2 do território brasileiro. Ocorre em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, e também na Bolívia.

Tayassu tajacu - Caitetu
Tayassu tajacu – Caitetu

A ocupação começou no Séc. XVIII. As incursões nessa vasta região eram realizadas principalmente através dos rios e veredas, caracterizadas pela ocorrência de buritis (Mauritia flexuosa), devido a maior facilidade de penetração. O interesse inicial era a exploração mineira nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Falsa-ciganinha - Riedeliella
Falsa-ciganinha – Riedeliella

Concomitantemente e também após o declínio destas atividades houve a implantação de uma pecuária extensiva baseada em pastagens nativas e capins africanos como o jaraguá (Hyparrhenia rufa) e capim gordura (Melinis minutiflora). Essas atividades pecuárias antigas encontram-se hoje em desuso devido a baixa produtividade e a destruição ambiental. Atualmente a maioria dos pecuaristas adotam técnicas modernas de produção e há um aumento crescente com as questões ambientais.

Lonchophylla dekeyseri - Morceguinho do Cerrado
Lonchophylla dekeyseri – Morceguinho do Cerrado

A grande ocupação do Cerrado iniciou no século XX, com o translado da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília. No final da década 70, a Região do Cerrado era pouco explorada. As correntes migratórias, principalmente das regiões Sul e Sudeste do país, tornaram o Cerrado o celeiro do mundo.

Estilosantes - Stylosanthes
Estilosantes – Stylosanthes

Segundo dados da Embrapa Cerrados hoje existem na região 50 milhões de hectares de pastagens cultivadas, 30 milhões de hectares de pastagens nativas, 13,5 milhões de hectares de culturas anuais e dois milhões de hectares de culturas perenes e florestais.

Agouti paca - Paca
Agouti paca – Paca

Atualmente muitas empresas agropecuárias adotam tecnologias de ponta para fazer o Cerrado produzir. Devido a baixíssima fertilidade dos solos foram adotadas técnicas de correção, adubação e manejo dos mesmos, alem de produzir cultivares de plantas comerciais adaptados ao Bioma.

Buriti - Mauritia
Buriti – Mauritia

Com todo esse desenvolvimento econômico houve uma perda do conhecimento sobre a fauna e a flora existente nesta área, principalmente sobre o potencial valor econômico dos mesmos.

Caiman latirostris - Jacaré do papo amarelo
Caiman latirostris – Jacaré do papo amarelo

A flora e fauna do Cerrado são riquíssimas. Esta região possui cerca de 10.000 espécies vegetais. Estima-se que em cada hectare podem ser encontradas cerca de 400 espécies de plantas. Quanto a fauna são conhecidas cerca de 1.600 espécies de animais.

Amendoim Forrageiro - Arachis
Amendoim Forrageiro – Arachis

São 195 espécies de mamíferos, sendo 18 endêmicas. Devido a essa grande biodiversidade o Cerrado é considerado uma das 25 áreas do mundo prioritárias para a conservação.

Leopardus pardalis - Jaguatirica
Leopardus pardalis – Jaguatirica

Devido a essa importância econômica e ambiental a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Cerrados tornam disponíveis informações sobre as espécies da flora e da fauna dessa grande região brasileira. Dentro desse contexto contamos com a colaboração dos produtores agropecuários considerando-os nossos grandes aliados na conservação ambiental dos Biomas brasileiros.

Fonte: http://www.cnpgc.embrapa.br


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Araras / Macaws

Ordem: Psitaciforme (Psittaciforme)
Família: Psitacídeo (Psittacidae)

Outras páginas relacionadas que mostram várias espécies de araras: Zoo da Bolívia, Museu de Cuba…

ATENÇÃO: existem duas espécies de araras que possuem coloração predominante vermelha! Repare nos nomes populares das duas imagens abaixo, ambas trazem “Arara Piranga”, entretanto identificam duas espécies diferentes, portanto com nomes científicos distintos: Ara chloroptera e Ara macao… O que é um erro!

Do lado esquerdo da tela, fotografia que eu mesmo tirei da placa que se encontra em frente à espécie no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (MT). Do lado direito, imagem copiada do sítio oficial doParque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Quem está certo com o nome popular desta espécie?

Afinal, qual é a maior diferença entre as duas espécies de araras-vermelhas?

A espécie arara-vermelha-grande (Ara chloropterus), chamada de arara-piranga, possui tamanho maior (90 cm; 1,5 kg), penas verdes nas asas e face com tradicional fileira de penas vermelhas. Já a espécie arara-vermelha (Ara macao), chamada de arara-canga, possui tamanho menor (85 cm), penas de coloração amarela nas asas, face inteiramente branca e nua, isto é, sem penas na cara. As duas fotografias mostram detalhes da arara-canga.

Em tupi-guarani as palavras “-piranga, -pitanga, puranga, putanga” significam vermelho; e as palavras “acá, acag, acan, acanga, kanga” significam cabeça… kanga de esqueleto, osso enquanto está no corpo… penso ser uma alusão à sua face inteiramente branca e nua…

Na sequência, em ordem alfabética, seis (VI) GÊNEROS de araras…

I. GÊNERO: Ara (Lacepede, 1799), tem várias espécies, inclusive extintas (que foram suprimidas nesta página); a seguir nove (9) espécies do gênero:

1. Nome científico: Ara ambigua (Bechstein, 1811), sinônimo: A. ambiguus – ARARA-VERDE-GRANDE
Nome em inglês: Great Green Macaw, Buffon’s Macaw | Francês: Ara de Buffon | Espanhol: Gran Guacamayo Verde

Abaixo, um dos selos emitido pela Costa Rica em 21/12/1990, da série de 4 valores UPAEP Aves e Flora (Yvert: 536/539), com valor facial de 18 colones, que mostra a arara-verde-grande, que habita a América Central e do Sul, de Honduras até o Equador.

2. Nome científico: Ara ararauna (Linnaeus, 1758) – ARARA-CANINDÉ ou ARARA-AZUL-E-AMARELA
Nome em inglês: Blue-and-yellow Macaw | Francês: Ara bleu, Ara ararauna, Ara bleu et jaune | Espanhol: Guacamayo azul-dorado

A arara-canindé tem plumagem de coloração predominante azul, com o peito e todo o ventre amarelo (duas cores); por isso também é chamada de arara-de-barriga-amarela. Conhecida pelos nomes de arara-amarela, também por araraí e arari que em tupi-guarani significa arara pequena, numa alusão ao seu tamanho, inferior às outras araras… Veja, no final desta página, um “estudo” sobre a origem da palavra CANINDÉ!

Sua cara branca possui vários riscos pretos em volta dos olhos (duas cores), que são fileiras de penas faciais. Possuem bico e garganta negra, com o alto da cabeça verde. É uma arara de corpo compacto, com cerca de 80 centímetros, de asas grandes, cauda longa, bico forte muito curvo e terminado em uma aguçada ponta, tem pernas curtas, fortes e dedos com unhas dispostos: dois para frente e dois para trás. Na natureza, a espécie só dá cria a cada dois anos e raramente os pais conseguem alimentos para todos os filhotes, o normal é só um sobreviver. Em cativeiro, se os ovos da arara são retirados e chocados artificialmente, ela faz uma segunda postura e assim está sendo possível reproduzir um bom número dessas araras.

Habita áreas de várzeas com babaçuais, buritisais e beiradas de matas. Essa arara frequenta os barreiros, locais onde a terra tem sal de sódio ou magnésio, e ela come a lama para conseguir sais minerais. Caçada por causa da beleza de suas cores e da facilidade com que aceita o cativeiro, vivendo até 50 anos, ela já desapareceu de várias regiões. Originalmente vivia da América Central ao Brasil, até o Estado de São Paulo, e antigamente também em Santa Catarina, Paraguai e Bolívia. Atualmente: Panamá, Colômbia, Brasil…

É uma espécie que vive em grandes grupos, se abriga em árvores e se utiliza muito do bico para trepar nos ramos; é grande voadora. As canindés preferem semente à fruta, e entre elas há araras canhotas, que só usam a pata esquerda para comer. A arara-canindé escolhe uma parceria para a vida inteira e o casal passa a trocar muito carinho, um alisando as penas do outro e, quando a canindé é jovem, se alguém faz carinho na sua cabeça, a pele do “rosto” da ave fica vermelha, da mesma forma que uma pessoa fica envergonhada.

Selos que mostram a arara-canindé: SIVAM, Zoo de Magdeburg, Zoo de Granada… Voz (voando): “rraa; aa” (segundo criadouro em Colina). Abaixo (lado esquerdo), placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Do lado direito, fotografia da espécie.

3. Nome científico: Ara chloropterus e/ou Ara chloroptera (Gray, 1859) – ARARA-PIRANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-GRANDE
Nome em inglês: Red-and-green Macaw, Gian Red Macaw, Green-winged Macaw | Francês: Ara chloroptère, Ara à ailes vertes | Alemão: Grünflügelara | Espanhol: Guacamayo

Na verdade, o taxonomista e autor G. R. Gray, classificou a espécie como Ara chloropterus, isso em 1859… Mas, de acordo com as práticas atuais (parece que desde 18/04/2002), o nome da mesma espécie tem sido utilizado cientificamente como Ara chloroptera… Embora muitas biografias dizem que ambos os nomes científicos são sinônimos… O que eu acho razoável… O nome grego significa chloro (clorofila / verde) + ptera (asas), portanto arara de asas ou penas verdes…

Entretanto, segundo o site ITIS – Integrated Taxonomic Information System (www.itis.gov), o nome A. chloroptera é inválido e o nome A. chloropterus é válido
Também segundo o IBAMA, o nome correto é Ara chloropterus, embora em seu próprio sítio duas páginas sobre tráfico de animais mostram o outro nome:
http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_norte.htm (9: Ara chloroptera); http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_sul.htm (11: Ara chloroptera)

Indivíduos exalam cheiro típico e forte. São cuidadosas com seus ninhos, cavando-os em diferentes profundidades nos troncos ocos, geralmente de palmeiras. Mas elas também se aproveitam de buracos em paredões rochosos para botar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea. O início da postura ocorre em agosto indo até os meses de janeiro e fevereiro, com um número de 3 a 5 ovos. Período de incubação de 30 dias, com abandono do ninho por volta da décima quinta semana. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira. Parece que atualmente é frequente apenas na Amazônia brasileira e no leste do Brasil (originalmente encontrada no Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná)… América do Sul, da Colômbia até o norte do Paraguai e no norte da Argentina. Voz (voando): “á-ra, á-ra; arát-arát” (segundo criadouro em Colina).

Do lado esquerdo da tela, bloco emitido por Cuba que mostra várias espécies de araras: arara-canga (vermelha), arara-una (azulão), arara-canindé (azul e amarelo) e, em primeiro plano, casal de arara-vermelha-grande. Do lado direito, imagem do sítio oficial do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Nota: Selos que mostram a arara-piranga: Mercosul, Zoo de Cuba…

4. Nome científico: Ara glaucogularis (Dabbene, 1921) – ARARA-GARGANTA-AZUL (norte da Bolívia)
Nome em inglês: Blue-throated Macaw | Francês: Ara à gorge bleue | Espanhol:

Repare na imagem do selo aéreo emitido pelo Paraguai em 19/12/1989, com valor facial de 2 mil guaranis, mostra duas espécies de araras, do lado esquerdo a arara-garganta-azul, cujo nome científico é A. glaucogularis, e do lado direito a arara-canindé, cujo nome científico é A. ararauna. Entretanto está identificada apenas uma delas ou então ambas com o mesmo nome, o que não procede pois são espécies diferentes…

5. Nome científico: Ara macao (Linnaeus, 1758) – ARARACANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-PEQUENA
Nome em inglês: Scarlet Macaw | Francês: Ara rouge, Ara macao | Alemão: Heleroter Ara | Espanhol: Lapa roja, Guacamayo rojo, Guacamayo escarlata

Esta arara consta como ornamento no primeiro mapa do Brasil, datado de 1502. Existem indícios de que os descobridores europeus já haviam encontrado a A. macao na última década do século XV, em 1498, na desembocadura do Rio Orinoco… Geralmente nidificam em palmeiras. Vivem em bandos que podem, ocasionalmente, misturar-se ao bando de outras araras. Originalmente ocorre do México à Amazônia brasileira até o norte de Mato Grosso, sudeste do Pará e Maranhão…

Abaixo (do lado esquerdo da tela), máximo postal do Suriname com pintura da A. macao. Do lado direito, máximo-postal que mostra várias espécies de araras, cujo selo foi emitido em 28/12/1973 e compreende uma série de 4 valores sobre “Fauna e Flora Brasileira”, ele mostra a arara-canga, cujo nome científico correto é (A. macao) e não com a letra “u”, como está grafado no selo… Contribuição de J.A. Nota: Selos que mostram a arara-canga: Edifício-sede da UPAEP, GERCO, SIVAM, Zoo de Granada…

6. Nome científico: Ara militaris (Linnaeus, 1758) – ARARA-MILITAR (ombros verdes)
Nome em inglês: Military Macaw | Francês: Ara militaire | Espanhol: Guacamayo militar (Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

7. Nome científico: Ara rubrogenys (Lafresnaye, 1847) – arara-de-testa-vermelha? (testa vermelha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Red-fronted Macaw | Francês: Ara à front rouge, Ara de Lafresnaye | Espanhol: Guacamayo frente roja (centro da Bolívia)

8. Nome científico: Ara severa (Linnaeus, 1758), sinônimo: A. severus – MARACANÃ-GUAÇU (arara-de-testa-castanha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Chestnut-fronted Macaw, Severe Macaw | Francês: Ara vert, Ara sévère | Espanhol: Maracaná Grande, Guacamayo Severo (Panamá e América do Sul, Chocó e Amazonas)

9. Nome científico: Ara tricolor (Bechstein, 1811), sinônimo: A. cubensis – arara-vermelha-de-cuba / Cuban Red Macaw / Ara de Cuba, Ara tricolore, Ara d’Hispaniola (extinta, 1864)†

II. GÊNERO: Anodorhynchus | Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993 que mostra as três espécies desse gênero.

A. glaucus – ARARA-AZUL-PEQUENA / Glaucous Macaw
A. hyacinthinus – ARARAÚNA (descrita mais abaixo)
A. leari – ARARA-AZUL-DE-LEAR / Lear’s Macaw – Simbolo do Zoo de Salvador!

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus – ARARAÚNA ou ARARA-AZUL – Espécie ameaçada de extinção; maior psitacídeo do mundo!
Nome em inglês: Hyacinth Macaw, Hyacinthine Macaw | Francês: Ara hyacinthe | Alemão: Hyazinthara | Espanhol: Guacamayo de Jacinto

As palavras “-úna, una e un” em tupi-guarani significam escuro, negro, preto… Conhecida também como arara-preta (Mato Grosso), arara-una, arara-azul-grande e arara-hiacinta. Nota: Esta espécie de arara-azul, talvez pelo seu nome popular araraúna, eu já encontrei na internet com o seu nome científico errado: Ara ararauna, o qual é da espécie arara-canindé…

Elas são de fácil visualização, bastante ruidosas e impressionam por sua coloração azul-cobalto. Como sua plumagem é totalmente azul, um azul profundo, parecendo negra quando distantes, daí o seu nome popular araraúna, significando arara-preta.

Ameaçada de extinção, a arara-azul-grande é o maior psitacídeo do mundo, com 98 centímetros de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. Bico muito grande, negro, com aparência de ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula. Anel perioftálmico, pálpebras e uma faixa na base da mandíbula amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal.

Os machos e as fêmeas quase não apresentam dimorfismo sexual. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. A espécie é monógama, permanecendo unidos por toda a vida. Os ovos são redondos com a incubação ao redor de 30 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade.

Vivem em buritizais, isto é onde ocorre o buriti (Maruritia sp.), em formações vegetais nas margens dos rios, matas ciliares e cerrados adjacentes. Fazem ninhos em árvores e nos buritis. Ocorre em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, sul do Piauí e Maranhão, também no Pará e Tocantins. As populações da Bahia e de Minas Gerais nidificam nas escarpas de barrancos.

A espécie é carismática e bastante popular entre os habitantes do Pantanal. Devido à sua captura ilegal para atender à demanda do comércio nacional e internacional, à descaracterização do seu habitat e à coleta de penas para adornos indígenas e carnavalescos, a arara-azul tornou-se uma espécie ameaçada de extinção.

A sua situação na natureza só começou a mudar em 1990, quando foram iniciados os primeiros estudos da espécie no Pantanal Sul Mato-grossense. Hoje (2001), elas têm uma possibilidade concreta de conservação graças aos trabalhos científicos e de conscientização realizados pela equipe de pesquisadores e educadores do Projeto Arara-Azul.

Outros selos brasileiros que mostram a arara-una: UPAEP, bloco da WWF-Brasil. Abaixo, selo postal emitido pelas Nações Unidas de Genebra (Suíça), em 22/04/1999, numa série de 4 selos sobre espécies ameaçadas de extinção.

Placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Capa da revista Photo & Camera Magazine (Ano 1, Edição N° 3). Foto com duas araras da espécie.

 

III. GÊNERO: Cyanopsitta
C. spixii (Wagler, 1832) – ARARINHA-AZUL ou arara-de-spix / Spix’s Macaw, Little Blue Macaw. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro; segundo o livro “Brasil 500 Pássaros” (www.eln.gov.br). Homenagem do herpetologista e ornitologista alemão Johann Georg Wagler (1800-1832), que foi Diretor do Museu Zoológico na Universidade de Munique, Alemanha. Ele trabalhou nas extensas coleções trazidas do Brasil (sobretudo serpentes e aves), a partir de exemplares coletados por outros naturalistas como Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), que realizaram uma expedição no país, descrita na obra “Viagem pelo Brasil 1817-1820”. Além de descrever a ararinha-azul, por exemplo, Wagler escreveu “Serpentum Brasiliensium” (1824), entre outras obras. Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993.

IV. GÊNERO: Diopsittaca (Ridgway, 1912)
D. nobilis (Linnaeus 1758) – maracanã-nobre, arara-de-ombro-vermelho / Red-shouldered Macaw / Ara noble / Guacamayo noble, Guacamayo de Hahn

V. GÊNERO: Orthopsittaca (Bonaparte, 1854)
O. manilata (Boddaert, 1783) – arara-do-buriti, maracanã-do-buriti, maracanã-de-cara-amarela / Red-bellied Macaw / Ara macavouanne / Guacamayo de Vientre Rojo

VI. GÊNERO: Primolius (Bonaparte, 1857)
P. auricollis (Cassin, 1853) – maracanã-de-colar (arara-de-pescoço-dourado) / Golden-collared Macaw / Ara à collier jaune / Maracaná de Cuello Dorado, Guacamayo cuellodorado
P. couloni (Sclater PL, 1876) – maracanã-de-cabeça-azul / Blue-headed Macaw / Ara de Coulon / Guacamayo cabeza celeste, Maracaná de Cabeza Azul
P. maracana (Vieillot, 1816) – Blue-winged Macaw, Illiger’s Macaw / Ara d’Illiger / Maracaná Cara Afeitada, Guacamayo de Illiger

CANINDÉ

Um estudo sobre a etimologia ou origem da palavra “canindé”, além do tupi-guarani, tornou-se quase um desafio para mim… Etimologicamente, em sites “entendidos”, aparecem três versões: “teu seio”, “tua cama” ou “teu mato”, entretanto não penso assim…

A palavra “kamby” é seio; a palavra cama eu não sei como se grafa; “caá, ka’a, kaá” significam mato, como caatinga é “mato branco” e ainda temos “endé” sendo a terceira pessoal do singular: tu, você. Dizer que “canindé” signifique “teu mato” eu achei um horror… O que isso tem a ver com a arara em questão?

Além do nome popular arara-canindé, a palavra canindé pode se referir a:

Canindé – município (www.caninde.ce.gov.br)
Cidade localizada na microrregião de Canindé, no sul do estado do Ceará, a 110 quilômetros da capital Fortaleza, elevada à categoria de Município em 1846. Gentílico: canindeense. Em sua região de Cerrado (Japuê, Canindé, Inderê) há como tipo de solo o podzóiico: vermelho-amarelo (duas cores). A toponímia explica que canindé foi a denominação da tribo tapuia que habitava a região (índios Canindés e Jenipapos). No século XVIII, iniciou-se a construção da Capela de São Francisco das Chagas (1775), suspensa no ano de 1792 por causa da grande seca que então solapou o Ceará, concluída só em 1796. Por Alvará do rei Dom João VI, em 1817, a Capela de São Francisco passou à categoria de Matriz. Em 1925, o Papa Pio XI elevou o Santuário à categoria de Basílica Menor.

Canindés – Tribo canindé que significa povo pacífico também habitava o vale e a nascente do rio Canindé, o qual corta o sul do Piauí e deságua à direita do Parnaíba…

Canindé – Rio do estado do Ceará que banha também o estado do Piauí.

Conceição do Canindé – município (www.piaui.pi.gov.br e http://www.portalmunicipal.org.br)
Cidade localizada na microrregião do Alto Médio Canindé, no sudeste do estado do Piauí, a 337 quilômetros da capital Teresina. A caprinocultura, por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inóspitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantes parcelas da população carente, principalmente nas regiões de Campo Maior, Alto Piauí e Canindé. A Cidade se desenvolveu em torno da capela da Virgem da Conceição, na margem esquerda do rio Canindé, na altura do seu afluente, riacho Seco. Em 1870, diante do grande movimento de pessoas que afluíam para adorar a Santa, iniciou-se aconstrução da igreja. Cinco anos depois, com o novo templo já abençoado, ampliava-se o povoamento da localidade, conhecida por Conceição. Mais tarde, com a exploração da borracha de maniçoba, muito abundante na região, a povoação tomou notável impulso. Em 1954, o próspero povoado foi desmembrado de Paulistana, com o nome de Conceição do Canindé. Seis anos depois, o transbordamento do rio Canindé, destruiu a cidade; restaram apenas 21 casas…

Canindé de São Francisco – município (www.caninde.se.gov.br)
Cidade localizada no alto sertão do estado de Sergipe, marcada pelo cangaço, a 213 quilômetros da capital Aracaju. Na depressão do São Francisco, por exemplo, predominam solos arenosos, profundos e pouco férteis, cobertos pela vegetação da caatinga. Na década de 30 existiam dois povoados, Canindé de Cima e Canindé de Baixo, localizados entre morros. Com a construção da hidroelétrica de Xingó, os habitantes dessas povoações foram transferidos para uma “Nova Canindé”, uma cidade planejada. Canindé do São Francisco tornou-se a cidade mais visitada do Sergipe após a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 25% da energia consumida no estado.

Canindé – Bairro da Zona Norte da cidade de São Paulo, com presença da cultura popular boliviana, onde são realizadas feiras livres todos os domingos na Praça Kantuta – nome de uma flor do altiplano.

Estádio do Canindé – (referência ao bairro), o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte é um estádio de futebol localizado às margens do Rio Tietê, na cidade de São Paulo e que pertence ao clube poliesportivo da Associação Portuguesa de Desportos, simplesmente Portuguesa ou Lusa, como também é conhecida por seus torcedores, é um tradicional time de futebol do Estado de São Paulo. Fundada em 1920, na união entre cinco clubes brasileiros de origem portuguesa, o time é rubro-verde (duas cores).

Estrada do Canindé” – Letra de música, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Estrofe: “No sertão de Canindé”.

Caprino da raça canindé ou cabra-canindé (www.portal.sebrae.com.br)

O primeiro registro de que se tem notícia da presença de caprinos no Nordeste data de 1535, portanto, no início do período colonial do Brasil. Oriundas dos Pireneus, as cabras se fixaram em duas outras regiões da Europa, através das seguintes rotas: uma seguiu na direção dos Alpes e outra na direção da Península Ibérica (Espanha e Portugal), e posteriormente vieram para cá, trazidas pelos colonizadores portugueses.

Como os caprinos entraram no país pelo Nordeste, é provável que esse fato tenha dado à região o título de maior produtora desse tipo de pecuária, encontrada atualmente nos Estados (por ordem de número de cabeças): Bahia, Piauí, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Também chamados de crioulos os caprinos naturalizados (a etimologia do nome crioulo vem de “criar, que foi criado”), descendentes das populações de animais que chegaram ao Brasil na época da colonização, desenvolveram características peculiares por isolamento geográfico e seleção natural…

Assim, o Nordeste passou a apresentar um número expressivo de animais com padrão racial diferenciado, cujos tipos o povo sertanejo bem definiu, a exemplo das raças moxotó (animal branco com lista preta no dorso e membros igualmente pretos), parda-sertaneja (pelagem parda), graúna (pelagem preta), azul (pelagem cinza-azulada), canindé (pelagem escura com a barriga e região em torno dos olhos claras), marota (pelagem branca), repartida etc.

A mais rústica das cabras, a canindé, teria sido a fonte de leite dos negros fugidos durante a escravidão… Esse caprino, raça nativa do Nordeste brasileiro, tem sua pelagem preta, mas com o ventre todo branco ou de cor castanho claro (duas cores). Os caprinos da raça canindé assemelham-se aos da raça moxotó e repartida, em tamanho, forma e função, embora seja a que tem maior aptidão leiteira das três.

Desde o início, os escravos africanos vestiam apenas um pedaço de pano na parte baixa do corpo, de algodão rústico, chamado de “calindé” que significa “tanga branca utilizada pelos escravos negros”. Com isso, podemos concluir que o escravo vestia sua “calindé” da mesma maneira que a cabra-canindé (duas cores).

A cabra preta de “tanga” clara era destinada aos escravos, pois ela era “vestida” como um deles, com o “calindé”; dos negros… Ou seja, uma referência à similaridade entre os escravos e as cabras (de duas cores): ambos negros com a parte inferior do corpo coberto de branco.

Depois da Grande Seca (1877), ocasião em que os rebanhos bovinos foram quase que totalmente exterminados, as cabras dessa pelagem, foram encontradas em maior número no vale do rio Canindé, no Piauí, pouco se tendo notícia das mesmas em sua terra de origem, na Bahia. Parece que o nome consolidou-se como canindé, a partir de então…

Fonte: http://www.girafamania.com.br/americano/brasil_fauna_arara.html


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Fauna e Flora Brasileira

Como se sabe o Brasil é o país com a maior diversidade do mundo.

Segundo o evolucionista Ernst Mayr fauna é em estrito senso “a totalidade de espécies na área” -is the totality of especies in the area, e em lato senso “as espécies animais encontradas em uma área como resultado da história da área e suas condições ecológicas presentes” – the kinds of animals found in a area as a result of the history of the area and its present ecological conditions (Evolution and Diversity. Selected essays of life. Harward University Press. Engelad, p.563).

A fauna pode ser doméstica ou seja compreende os animais domesticados pelo homem e selvagem que são os animais selváticos, isto é , os animais que vivem em estado selvagem, ou seja os que não dependem do homem para sobreviver e procriar, os que vivem livres em seu habitat. Normalmente quando se fala em fauna pensamos logo na fauna selvagem, de forma que é a que tratamos aqui.

Como se sabe, a fauna tem importância fundamental no equilíbrio dos ecossistemas em geral, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, pois se constituem no elo de procriação já que são seus agentes polinizadores, como no caso dos beija-flores, insetos como borboletas, besouros etc; muitos animais são dispersores de sementes que necessitam passar por seu trato intestinal, como muitos mamíferos, sem contar que praticamente todos o animais são excelentes agentes adubadores; também tem sua importância na cadeia alimentar.

Fator Alimentar

Em termos de alimentação a fauna é importantíssima foi primordial à raça humana que dependia dela para sobreviver. A caça foi a forma rudimentar utilizada por nossos ancestrais para a obtenção de alimento. Ainda é para muitas tribos indígenas que vivem isoladas na Amazônia.

Já, o manejo da fauna também poderá ser muito importante para o homem dito civilizado, o qual poderá manter e desenvolver criação de animais silvestres para fins de obtenção de proteína. Cada dia que passa os conhecimentos científicos adquiridos nesta área possibilitam um melhor desenvolvimento desta atividade, o que poderá resultar em uma grande diversidade de espécies utilizáveis, melhorando a quantidade e qualidade da produção, complementando os produtos extraídos dos animais domésticos, através da biotecnologia e da utilização da engenharia genética. Mas tudo isto respeitando a preservação das espécies.

Fator Turístico

A manutenção da fauna silvestre também possibilita a sua exploração turística, pois a cada ano cresce o número de pessoas que procuram os parques naturais para ver os animais selvagens. Só de “birdwatchers” -que são aqueles que observam os pássaros, estima-se que existam mais de 80 milhões, o que representam um potencial econômico importantíssimo, pois necessitam usar hotéis e o comércio próximo às áreas de observação, gerando assim enormes receitas. Sem contar a pesca para alimentação em áreas naturais que também gera milhões de dólares em todo o mundo.

Além desse aspecto, a pesca esportiva pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos e para milhões de pessoas ou empresas ligadas direta ou indiretamente a ela. Nos EUA por exemplo, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Sem contar a possibilidade de exploração turística da pesca esportiva.

Fator Educativo

Em termos educadionais, a manutenção da fauna também é muito importante, pois possibilita aos jovens o contato com os animais selvagens passando assim a conhecer a vida em seu esplendor primitivo, permitindo que se tirem lições de vida e comportamentais através de sua observação atenta.

Fator de Beleza Cênica

Outra importância da manutenção da fauna através de parques e reservas naturais é a possibilidade de fornecer às pessoas locais de grande beleza plástica e cênica, o que valoriza a condição de vida de todos os que tem acesso a ela.

Natureza Jurídica da Fauna

Como se sabe, os elementos que compõem a fauna e ela própria, fazem parte da biodiversidade e esta é um dos principais aspectos que formam o meio ambiente. Já o meio ambiente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, nos termos do art.225 da Constituição Federal, o que leva a conclusão de que a fauna como componente do meio ambiente também é um bem de uso comum do povo e conseqüentemente um bem difuso, além de ser um bem ambiental.

Não se trata de um bem público no sentido de propriedade do Poder Público, mas de um bem de caráter público, difuso e de uso comum do povo.

Portanto, no Brasil a fauna tem a natureza jurídica de um bem ambiental de uso comum do povo e de caráter difuso.

Proteção e Declínio

A proteção da fauna e flora pode e deve ser feita através de: medidas administrativas e legais.

Medidas Administrativas

São feitas através da criação de unidades de conservação pelo Poder Público como parques nacionais, estaduais e municipais, estações ecológicas, florestas naturais, refúgios da vida selvagem, APAs- Áreas de Proteção Ambiental, Reservas da Biosfera e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Há ainda as regras contidas nas convenções internacionais que são adotadas por muitos países, como a Convenção de RAMSAR sobre as zonas úmidas de importância internacional, especialmente como habitat de aves aquáticas, a Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e flora selvagem em perigo de extinção, conhecida como CITES, onde relaciona os animais e plantas em perigo de extinção e regulamenta o seu comércio internacional, só para citar algumas.

Medidas Legais

Em relação a legislação propriamente dita, no Brasil há muitas leis protetoras da fauna e flora, pois vejamos.

O art.1º da Lei 5.197/67, protege os animais selvagens, considerando como tais os que vivem naturalmente fora do cativeiro.

Já a Constituição Federal diz que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a fauna (art.24,VI). Determina também que o Poder Público proteja a fauna e a flora, ficando proibido práticas que coloquem em risco a sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade (art.225).

Decreto-lei 221, de 28.2.67; regulamenta a proteção da fauna ictiológica (peixes), conhecido como Código de Pesca, o qual não protege apenas os peixes mas é mais amplo pois protege “todos os elementos animais ou vegetais que tenhamna água seu normal ou freqüente meio de vida (art.1º).

A Lei 7.643, de 18.12.87, proíbe a pesca de cetáceos em águas brasileiras.

Lei 9.605/98: a nova lei dos crimes ambientais regula também os crimes contra a fauna (art.29 ao art.37) e contra a flora (art. 38 ao art.53).

Lei 7.347/85 – por se constituírem bens de propriedade do Estado, de domínio público ao mesmo tempo que bens ambientais legalmente protegidos, tanto a fauna quanto a flora silvestre, podem ser protegidos através da ação civil pública regulamentada pela. O Ministério Público e as entidades que preencham os requisitos ali relacionados podem e devem propor a aplicação da legislação protetiva pertinente em havendo algum dano ou ameaça de dano aos citados bens.

Ou seja, há legislação suficiente para proteger a fauna.

Dessa forma a fauna tem importância primordial na existência e desenvolvimento das áreas naturais, o que vale dizer ainda que são produtores indiretos dos benefícios econômicos que a exploração da madeira, frutas, resinas florestais, entre outros, podem proporcionar aos homens.

Ademais, não podemos esquecer que o reino animal e o reino vegetal formam uma fina camada na superfície da terra, conhecida como biosfera, regida por rigorosas leis fisiológicas que em harmonia permitem a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da vida selvagem e da flora natural é primordial para a manutenção da vida global.

O declínio da fauna mundial é constatada a todo momento, devido principalmente pela destruição dos ambientes naturais. A cada dia extinguem-se várias espécies em todo o mundo.

Assim, podemos concluir que a fauna tem importância vital para a manutenção da biosfera da terra e conseqüentemente para o ser humano e sua preservação é primordial para mantermos a qualidade de vida do planeta, bem como a própria vida no planeta.

Fonte: http://www.aultimaarcadenoe.com

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