Flora e Fauna Brasil


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O que é uma Espécie Exótica e uma Exótica Invasora

O-que-e-uma-Especie-invasoraÁrvore de eucalipto. Foto: Wikimedia Commons

Convenção sobre Diversidade Biológica define como Espécie Exótica, toda espécie que se encontra fora de sua área de distribuição natural, isto é, que não é originária de um determinado local.

Espécie Exótica Invasora ou, simplesmente, Espécie Invasora é definida como uma espécie exótica que prolifera sem controle e passa a representar ameaça para espécies nativas e para o equilíbrio dos ecossistemas que passa a ocupar e transformar a seu favor. Pode representar risco até às pessoas.

As Invasoras se adaptam às condições do ambiente no qual se inserem e, além de suas vantagens competitivas naturais, são favorecidas pela ausência de inimigos naturais (predadores), o que lhes permite se multiplicar e degradar ecossistemas. Elas competem com as espécies nativas por recursos como território, água e alimento. Em alguns casos, se alimentam das espécies nativas, o que agrava ainda mais seu impacto ao meio ambiente local.

A invasão de relativamente poucas espécies muito adaptáveis e competitivas sobre áreas distintas do globo tende a empobrecer e homogeneizar os ecossistemas, e, hoje, é a segunda maior ameaça à perda de espécies nativas, atrás apenas da redução/degradação de habitats. As Invasoras são responsáveis por declínios populacionais e extinções.

Invasões podem acontecer de maneira natural, entretanto, as atividades e movimentações humanas são a principal razão na introdução de espécies exóticas em praticamente todas as regiões do globo. À medida que novos ambientes são colonizados e ocupados pelo homem, plantas e animais domesticados são transportados, e proporcionam condições de dispersão muito além das capacidades naturais das Espécies Exóticas.

Fatores humanos como migração, colonização de novas terras, aumento de população e o intenso comércio internacional de animais de estimação e plantas ornamentais facilita a introdução de Exóticas. O desmatamento e a degradação de áreas verdes também abrem a guarda dos ecossistemas locais à invasões. Finalmente, as mudanças climáticas podem incentivar ou forçar a migração de espécies que tentam sobreviver.

As invasões favorecem a disseminação de doenças e pragas e também acarretam prejuízos para colheitas, degradam florestas, solos e pastagens.

As espécies invasoras representam um dos maiores desafios ambientais que o mundo enfrenta e combatê-las nem sempre é possível. Ao contrário de outros problemas ambientais que podem ser amenizados pelo tempo, as espécies invasoras com frequência se tornam dominantes e suas consequências negativas tendem a se agravar à medida que sua adaptação se completa.

O combate às invasoras, via de regra, é um procedimento complexo, custoso e sem resultados garantidos, fora o risco de efeitos adversos imprevistos. Houve caso em que a introdução de uma espécie inimiga da invasora, numa tentativa de eliminar esta, resultou na espécie que se esperava resolver o problema, ao invés, piorá-lo: a predadora ignorou a invasora e atacou as nativas mais abundantes e acabou por se tornar uma nova praga, responsável pela extinção de várias outras.

A prevenção das invasões ainda é a melhor medida, mas se ela não é mais possível a erradicação é a melhor alternativa, antes que o problema saia de controle. De acordo com o caso, pode ser que a erradicação de uma Exótica exija cooperação internacional.

Existem programas e convenções internacionais, nacionais e regionais dedicados à solução do problema. Entre os acordos multilaterais em vigor sobre o assunto estão a Convenção sobre a Biodiversidade, o capítulo 11 daAgenda 21, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES), a Convenção Internacional sobre a Proteção de Plantas (IPPC) e as Recomendações da IUCN para a Prevenção da Perda de Biodiversidade Causada por Espécies Invasoras.

No Brasil, em 2005, o governo federal e parceiros criaram o Informe Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras que visa sistematizar e divulgar as informações já existentes sobre o tema. O Ministério do Meio Ambiente apenas começou a estudar e enfrentar este desafio, mas reconhece que ele é de grande magnitude e exige ação urgente.

Fonte: ((o))eco


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Arara Azul

Arara-azul

 

A Raridade

A Arara

é uma ave rara, pois o homem não pára

De ir ao mato caçá-la, para pôr na sala.

Em cima de um poleiro…

Onde fica, o dia inteiro

Fazendo escarcéu, porque já não pode

Voar pelo céu.

E se o homem não pára

De caçar arara

Hoje uma ave rara

Ou arara some

ou então muda seu nome

Para rara.

“A Raridade” de José Paulo Paes.

 

Classificação Científica

Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Psitaciformes

Família: Psittacidae

Distribuição Geográfica: Região Norte e Central do Brasil e no Pantanal Boliviano

 

A arara-azul se destaca por sua beleza, tamanho e comportamento. Possui um azul exuberante, seu tamanho pode chegar a 100 centímetros de comprimento e 120 centímetros de envergadura. Está entre as espécies ameaçadas de extinção devido a degradação do seu habitat natural, caça, e ao comércio clandestino.

A população de Araras-Azuis é de aproximadamente 6500 indivíduos assim distribuídos: Pantanal com cerca de 5000 araras (é a que se encontra em melhor situação na natureza). No Mato Grosso do Sul, estima 4000 araras sendo que a população tem aumentado e expandido. No Mato Grosso, estima cerca de 800 indivíduos. Na Bolívia tinha praticamente acabado e voltou a aparecer, com cerca de 150-200 indivíduos.No Brasil Central com cerca de 800-1000 araras-azuis, e na região Norte do Brasil, aproximadamente 500 araras-azuis, incluindo os estados do Amazonas e Pará, podendo haver uma lacuna entre as populações do dois estados..

As araras-azuis voam sempre em pares ou em grupo, elas são extremamente sociável e os casais geralmente são fiéis e dividem a tarefa de cuidar dos ovos e filhotes. Se alimentam das castanhas retiradas de cocos de duas espécies de palmeira: acuri e bocaiuva. No caso do acuri, aproveitam aqueles caídos no chão, ruminados pelo gado ou por animais silvestres e o coco da bocaiuva é colhido e comido diretamente no cacho.

Seus ninhos geralmente são feitos no tronco de árvores como a de ximbuva, angico branco e manduvi, que possui um cerne macio. O pico de reprodução pode variar, mas em geral acontece de setembro a outubro, sendo que a criação dos filhotes pode se estender até janeiro ou fevereiro do ano seguinte.A fêmea costuma botar de 1 a 3 ovos em dias diferentes, a média encontrada é de 2 ovos. É ela que fica no ninho, chocando os ovos, sendo nesse período alimentada pelo macho. O período de incubação do ovo é de 28 a 30 dias.

Depois de nascidos, os filhotes correm risco de vida até 45 dias após seu nascimento, pois não conseguem sobreviver a invasão de outros animais ou pássaros no ninho, na maioria dos casos apenas um filhote, geralmente o mais saudável, sobrevive, são alimentados pelos pais até os 6 meses e só se aventuram a voar pela primeira vez após 3 meses de vida.

Essas aves têm um aliado importante na luta pela sua preservação: o Projeto Arara Azul, criado pela bióloga Neiva Guedes para salvar a espécie de extinção. Pois, por mais que sua população possua uma número significativo de indivíduos, a arara-azul ainda está sendo considerada uma espécie ameaçada de extinção devido a sua baixa taxa de natalidade, a destruição do seu habitat e a coleta de ovos e de filhotes para o tráfico ilegal.

 

Fonte: Instituto Arara Azul


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Flora Brasileira em Extinção

O processo de extinção é definido como o evento em que se relaciona o desaparecimento de espécies ou grupos de espécies de um determinado ambiente. Mas esse que deveria ser um evento natural, tem sido provocado pela ação desrespeitosa do ser humano. A extinção deveria ser fato provocado por outros fatores, como o longo isolamento geográfico, diferenciação genética, catástrofes naturais e até mesmo devido ao surgimento de espécies mais evoluídas, mas a realidade é um tanto contrária.

flora ameaçda de extinção no Brasil

O surgimento e/ou a extinção das espécies naturalmente demanda milhões de anos para acontecer.

A exploração do meio ambiente, bem como todas a outras ações predatórias realizadas pelos homens, estão acelerando a extinção das espécies, seja da fauna, como também da flora. Na verdade quando ocorre o desaparecimento de um tipo de plantas ou de um animal, certamente ambos se prejudicam e assim, a natureza vai sendo devastada. A principal causa da extinção da flora está no extrativismo ilegal, feito com a finalidade de obter substâncias benéficas para o homem, seja na elaboração de cosméticos, medicamentos, entre outros.

No Brasil, a primeira Lista Oficial feita sobre as espécies da flora ameaçadas de extinção foi editada no ano de 1968, conde se pode constatar cerca de 13 espécies, no entanto, nos anos seguintes esse número triplicou. Na lista de 1992 até o sidas atuais, estão enumeradas aproximadamente mais de 1537 espécies, entre elas estão doze espécies importantes de madeiras, como o “pau-roxo” (Peltogyne maranhensis), da Amazônia.

Algumas espécies em extinção:

Syngonantus suberosus

 

 

 

Margarida – Syngonantus suberosus

 

 

 

 

jaborandi

 

 

Jaborandi-legitimo – Rutaceae Pilocarpus microphyllus

 

 

 

 

Gravatá

 

 

 

Gravatá – Bromeliaceae Vriesea brusquensis

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia

 

 

 

 

Erva-de-santa-luzia – Davilla glaziovii

 

 

 

 

 

pinheiro brasileiro

 

 

 

Pinheiro-brasileiro – Araucaria angustifolia

 

 

 

 

 

 

De acordo com as pesquisas, a região que mais sofre com extinção da flora é a Mata Atlântica, mas os outros biomas brasileiros também estão ameaçados, o cerrado, por exemplo, fica na segunda posição de local com maior degradação de espécies. Por causa disso, muitas ações são realizadas afim de evitar o aumento da extinção e a preservação das espécies, o Ministério do Meio Ambiente sempre está lançando planos de defesa dos biomas, mas ainda é insuficiente se comparando com os atos cometidos contra a natureza.

De acordo com a lista, o número de espécies da flora brasileiras se baseiam nos diferentes biomas – Mata Atlântica:276, Cerrado:131, Caatinga:46, Amazônia:24, Pampa:17 e Pantanal: 02. Esse crescimento constante no número de espécies em extinção, confere e reflete o aumento das pressões antrópicas sobre a vegetação de diferentes regiões do Brasil, bem como a intensa exploração de variados tipos de plantas existentes.

Fonte: http://www.dicasfree.com/flora-brasileira-em-extincao/#ixzz337euAQhL


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Presente x Futuro

 

Imagem

 

 

 

Pensar em sustentabilidade é pensar na família, no próximo e em você mesmo.”

- Dijalma Augusto Moura -

Muito se fala sobre preservação do Meio Ambiente para garantirmos um futuro melhor para nossos filhos e netos, mas aí esquecemos que nosso presente já não está tão agradável. Vemos inúmeras reportagens e artigos falando sobre o quão “louca” está a natureza, são chuvas torrenciais ou secas devastadoras, animais selvagens presentes em cenários urbanos, mar remodelando o litoral brasileiro… E ainda dizemos que devemos nos preocupar com o futuro? Não descarto essa ideia, mas devemos nos preocupar muito mais com o presente.

Em alguns lugares começamos o ano numa seca horrível, a umidade estava tão baixa que pessoas estavam passando mal e as gotas de chuva antes mesmo de tocar o solo já haviam evaporado, as barragens secando e o povo consumindo como se não houvesse amanhã. Em outras regiões chove tanto que existem lugares decretando estado de calamidade, famílias desabrigadas por terem suas casas alagadas. Não reconhecemos mais as estações, está tudo fora de ordem. Falta comida ou por falta da água ou pelo excesso dela.

Por mais que se chova muito ainda nos vemos com um problema: A falta de água. Sim, a água, aquela que ocupa mais de 70% da superfície de nosso planeta, aquela que tem maior nível de concentração no Brasil, que possui cerca de 15% da água doce de todo planeta. O desmatamento e a poluição tem sido os principais causadores dessa escassez. A contaminação da água vem matando animais e destruindo plantações, afetando nossa fauna e flora. Esta também ameaçada pelo aquecimento global, que tendo derretido as calotas polares do Atlântico Norte tem ameaçado “baleias jubarte, tartarugas pente, albatrozes, papagaio-da-cara-roxa, recifes de corais e até as araucárias”¹.

As consequências do aquecimento também ameaça o homem (caso animais e vegetação não lhe atinjam), o mar tem avançado e ameaçado destruir praias e até cidades, tendo Recife (Veneza Brasileira) como principal. Todo esse desequilíbrio ambiental tem feito com que animais, sem ter o que comer ou para onde ir, estão começando a invadir a área urbana (como se não tivéssemos sido nós a invadir a área  deles, não!). Isso é preocupante para a população e para a segurança física desses animais que são mortos ou feridos em rodovias ou por pessoas que, por falta de informação, acabam por matar esses animais tão importantes para o ecossistema.

É  importante que haja reflexão, mas é imprescindível que haja atitude. Precisamos mudar alguns hábitos e precisamos já, pois a natureza não espera ela apenas reage. Muito mais importante do que fazemos pelo futuro é o que fazemos por nosso presente.

¹ Juliana Gonçalves, Gazeta Povo, 25 de janeiro de 2012.

Por: Rayana Gomes


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Características da Fauna e Flora Brasileira

Rhea americana – Ema

O Bioma Cerrado ocupa cerca de 2 milhões de km2 do território brasileiro. Ocorre em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, e também na Bolívia.

Tayassu tajacu - Caitetu
Tayassu tajacu – Caitetu

A ocupação começou no Séc. XVIII. As incursões nessa vasta região eram realizadas principalmente através dos rios e veredas, caracterizadas pela ocorrência de buritis (Mauritia flexuosa), devido a maior facilidade de penetração. O interesse inicial era a exploração mineira nos estados de Goiás e Mato Grosso.

Falsa-ciganinha - Riedeliella
Falsa-ciganinha – Riedeliella

Concomitantemente e também após o declínio destas atividades houve a implantação de uma pecuária extensiva baseada em pastagens nativas e capins africanos como o jaraguá (Hyparrhenia rufa) e capim gordura (Melinis minutiflora). Essas atividades pecuárias antigas encontram-se hoje em desuso devido a baixa produtividade e a destruição ambiental. Atualmente a maioria dos pecuaristas adotam técnicas modernas de produção e há um aumento crescente com as questões ambientais.

Lonchophylla dekeyseri - Morceguinho do Cerrado
Lonchophylla dekeyseri – Morceguinho do Cerrado

A grande ocupação do Cerrado iniciou no século XX, com o translado da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília. No final da década 70, a Região do Cerrado era pouco explorada. As correntes migratórias, principalmente das regiões Sul e Sudeste do país, tornaram o Cerrado o celeiro do mundo.

Estilosantes - Stylosanthes
Estilosantes – Stylosanthes

Segundo dados da Embrapa Cerrados hoje existem na região 50 milhões de hectares de pastagens cultivadas, 30 milhões de hectares de pastagens nativas, 13,5 milhões de hectares de culturas anuais e dois milhões de hectares de culturas perenes e florestais.

Agouti paca - Paca
Agouti paca – Paca

Atualmente muitas empresas agropecuárias adotam tecnologias de ponta para fazer o Cerrado produzir. Devido a baixíssima fertilidade dos solos foram adotadas técnicas de correção, adubação e manejo dos mesmos, alem de produzir cultivares de plantas comerciais adaptados ao Bioma.

Buriti - Mauritia
Buriti – Mauritia

Com todo esse desenvolvimento econômico houve uma perda do conhecimento sobre a fauna e a flora existente nesta área, principalmente sobre o potencial valor econômico dos mesmos.

Caiman latirostris - Jacaré do papo amarelo
Caiman latirostris – Jacaré do papo amarelo

A flora e fauna do Cerrado são riquíssimas. Esta região possui cerca de 10.000 espécies vegetais. Estima-se que em cada hectare podem ser encontradas cerca de 400 espécies de plantas. Quanto a fauna são conhecidas cerca de 1.600 espécies de animais.

Amendoim Forrageiro - Arachis
Amendoim Forrageiro – Arachis

São 195 espécies de mamíferos, sendo 18 endêmicas. Devido a essa grande biodiversidade o Cerrado é considerado uma das 25 áreas do mundo prioritárias para a conservação.

Leopardus pardalis - Jaguatirica
Leopardus pardalis – Jaguatirica

Devido a essa importância econômica e ambiental a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Cerrados tornam disponíveis informações sobre as espécies da flora e da fauna dessa grande região brasileira. Dentro desse contexto contamos com a colaboração dos produtores agropecuários considerando-os nossos grandes aliados na conservação ambiental dos Biomas brasileiros.

Fonte: http://www.cnpgc.embrapa.br


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Araras / Macaws

Ordem: Psitaciforme (Psittaciforme)
Família: Psitacídeo (Psittacidae)

Outras páginas relacionadas que mostram várias espécies de araras: Zoo da Bolívia, Museu de Cuba…

ATENÇÃO: existem duas espécies de araras que possuem coloração predominante vermelha! Repare nos nomes populares das duas imagens abaixo, ambas trazem “Arara Piranga”, entretanto identificam duas espécies diferentes, portanto com nomes científicos distintos: Ara chloroptera e Ara macao… O que é um erro!

Do lado esquerdo da tela, fotografia que eu mesmo tirei da placa que se encontra em frente à espécie no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (MT). Do lado direito, imagem copiada do sítio oficial doParque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Quem está certo com o nome popular desta espécie?

Afinal, qual é a maior diferença entre as duas espécies de araras-vermelhas?

A espécie arara-vermelha-grande (Ara chloropterus), chamada de arara-piranga, possui tamanho maior (90 cm; 1,5 kg), penas verdes nas asas e face com tradicional fileira de penas vermelhas. Já a espécie arara-vermelha (Ara macao), chamada de arara-canga, possui tamanho menor (85 cm), penas de coloração amarela nas asas, face inteiramente branca e nua, isto é, sem penas na cara. As duas fotografias mostram detalhes da arara-canga.

Em tupi-guarani as palavras “-piranga, -pitanga, puranga, putanga” significam vermelho; e as palavras “acá, acag, acan, acanga, kanga” significam cabeça… kanga de esqueleto, osso enquanto está no corpo… penso ser uma alusão à sua face inteiramente branca e nua…

Na sequência, em ordem alfabética, seis (VI) GÊNEROS de araras…

I. GÊNERO: Ara (Lacepede, 1799), tem várias espécies, inclusive extintas (que foram suprimidas nesta página); a seguir nove (9) espécies do gênero:

1. Nome científico: Ara ambigua (Bechstein, 1811), sinônimo: A. ambiguus – ARARA-VERDE-GRANDE
Nome em inglês: Great Green Macaw, Buffon’s Macaw | Francês: Ara de Buffon | Espanhol: Gran Guacamayo Verde

Abaixo, um dos selos emitido pela Costa Rica em 21/12/1990, da série de 4 valores UPAEP Aves e Flora (Yvert: 536/539), com valor facial de 18 colones, que mostra a arara-verde-grande, que habita a América Central e do Sul, de Honduras até o Equador.

2. Nome científico: Ara ararauna (Linnaeus, 1758) – ARARA-CANINDÉ ou ARARA-AZUL-E-AMARELA
Nome em inglês: Blue-and-yellow Macaw | Francês: Ara bleu, Ara ararauna, Ara bleu et jaune | Espanhol: Guacamayo azul-dorado

A arara-canindé tem plumagem de coloração predominante azul, com o peito e todo o ventre amarelo (duas cores); por isso também é chamada de arara-de-barriga-amarela. Conhecida pelos nomes de arara-amarela, também por araraí e arari que em tupi-guarani significa arara pequena, numa alusão ao seu tamanho, inferior às outras araras… Veja, no final desta página, um “estudo” sobre a origem da palavra CANINDÉ!

Sua cara branca possui vários riscos pretos em volta dos olhos (duas cores), que são fileiras de penas faciais. Possuem bico e garganta negra, com o alto da cabeça verde. É uma arara de corpo compacto, com cerca de 80 centímetros, de asas grandes, cauda longa, bico forte muito curvo e terminado em uma aguçada ponta, tem pernas curtas, fortes e dedos com unhas dispostos: dois para frente e dois para trás. Na natureza, a espécie só dá cria a cada dois anos e raramente os pais conseguem alimentos para todos os filhotes, o normal é só um sobreviver. Em cativeiro, se os ovos da arara são retirados e chocados artificialmente, ela faz uma segunda postura e assim está sendo possível reproduzir um bom número dessas araras.

Habita áreas de várzeas com babaçuais, buritisais e beiradas de matas. Essa arara frequenta os barreiros, locais onde a terra tem sal de sódio ou magnésio, e ela come a lama para conseguir sais minerais. Caçada por causa da beleza de suas cores e da facilidade com que aceita o cativeiro, vivendo até 50 anos, ela já desapareceu de várias regiões. Originalmente vivia da América Central ao Brasil, até o Estado de São Paulo, e antigamente também em Santa Catarina, Paraguai e Bolívia. Atualmente: Panamá, Colômbia, Brasil…

É uma espécie que vive em grandes grupos, se abriga em árvores e se utiliza muito do bico para trepar nos ramos; é grande voadora. As canindés preferem semente à fruta, e entre elas há araras canhotas, que só usam a pata esquerda para comer. A arara-canindé escolhe uma parceria para a vida inteira e o casal passa a trocar muito carinho, um alisando as penas do outro e, quando a canindé é jovem, se alguém faz carinho na sua cabeça, a pele do “rosto” da ave fica vermelha, da mesma forma que uma pessoa fica envergonhada.

Selos que mostram a arara-canindé: SIVAM, Zoo de Magdeburg, Zoo de Granada… Voz (voando): “rraa; aa” (segundo criadouro em Colina). Abaixo (lado esquerdo), placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Do lado direito, fotografia da espécie.

3. Nome científico: Ara chloropterus e/ou Ara chloroptera (Gray, 1859) – ARARA-PIRANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-GRANDE
Nome em inglês: Red-and-green Macaw, Gian Red Macaw, Green-winged Macaw | Francês: Ara chloroptère, Ara à ailes vertes | Alemão: Grünflügelara | Espanhol: Guacamayo

Na verdade, o taxonomista e autor G. R. Gray, classificou a espécie como Ara chloropterus, isso em 1859… Mas, de acordo com as práticas atuais (parece que desde 18/04/2002), o nome da mesma espécie tem sido utilizado cientificamente como Ara chloroptera… Embora muitas biografias dizem que ambos os nomes científicos são sinônimos… O que eu acho razoável… O nome grego significa chloro (clorofila / verde) + ptera (asas), portanto arara de asas ou penas verdes…

Entretanto, segundo o site ITIS – Integrated Taxonomic Information System (www.itis.gov), o nome A. chloroptera é inválido e o nome A. chloropterus é válido
Também segundo o IBAMA, o nome correto é Ara chloropterus, embora em seu próprio sítio duas páginas sobre tráfico de animais mostram o outro nome:
http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_norte.htm (9: Ara chloroptera); http://www.ibama.gov.br/fauna/trafico/regiao_sul.htm (11: Ara chloroptera)

Indivíduos exalam cheiro típico e forte. São cuidadosas com seus ninhos, cavando-os em diferentes profundidades nos troncos ocos, geralmente de palmeiras. Mas elas também se aproveitam de buracos em paredões rochosos para botar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea. O início da postura ocorre em agosto indo até os meses de janeiro e fevereiro, com um número de 3 a 5 ovos. Período de incubação de 30 dias, com abandono do ninho por volta da décima quinta semana. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que nessa espécie é fiel, mantendo a mesma companheira a vida inteira. Parece que atualmente é frequente apenas na Amazônia brasileira e no leste do Brasil (originalmente encontrada no Espírito Santo, Rio de Janeiro e interior do Paraná)… América do Sul, da Colômbia até o norte do Paraguai e no norte da Argentina. Voz (voando): “á-ra, á-ra; arát-arát” (segundo criadouro em Colina).

Do lado esquerdo da tela, bloco emitido por Cuba que mostra várias espécies de araras: arara-canga (vermelha), arara-una (azulão), arara-canindé (azul e amarelo) e, em primeiro plano, casal de arara-vermelha-grande. Do lado direito, imagem do sítio oficial do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emilio Goeldi (PA). Nota: Selos que mostram a arara-piranga: Mercosul, Zoo de Cuba…

4. Nome científico: Ara glaucogularis (Dabbene, 1921) – ARARA-GARGANTA-AZUL (norte da Bolívia)
Nome em inglês: Blue-throated Macaw | Francês: Ara à gorge bleue | Espanhol:

Repare na imagem do selo aéreo emitido pelo Paraguai em 19/12/1989, com valor facial de 2 mil guaranis, mostra duas espécies de araras, do lado esquerdo a arara-garganta-azul, cujo nome científico é A. glaucogularis, e do lado direito a arara-canindé, cujo nome científico é A. ararauna. Entretanto está identificada apenas uma delas ou então ambas com o mesmo nome, o que não procede pois são espécies diferentes…

5. Nome científico: Ara macao (Linnaeus, 1758) – ARARACANGA ou ARARA-VERMELHA ou ARARA-VERMELHA-PEQUENA
Nome em inglês: Scarlet Macaw | Francês: Ara rouge, Ara macao | Alemão: Heleroter Ara | Espanhol: Lapa roja, Guacamayo rojo, Guacamayo escarlata

Esta arara consta como ornamento no primeiro mapa do Brasil, datado de 1502. Existem indícios de que os descobridores europeus já haviam encontrado a A. macao na última década do século XV, em 1498, na desembocadura do Rio Orinoco… Geralmente nidificam em palmeiras. Vivem em bandos que podem, ocasionalmente, misturar-se ao bando de outras araras. Originalmente ocorre do México à Amazônia brasileira até o norte de Mato Grosso, sudeste do Pará e Maranhão…

Abaixo (do lado esquerdo da tela), máximo postal do Suriname com pintura da A. macao. Do lado direito, máximo-postal que mostra várias espécies de araras, cujo selo foi emitido em 28/12/1973 e compreende uma série de 4 valores sobre “Fauna e Flora Brasileira”, ele mostra a arara-canga, cujo nome científico correto é (A. macao) e não com a letra “u”, como está grafado no selo… Contribuição de J.A. Nota: Selos que mostram a arara-canga: Edifício-sede da UPAEP, GERCO, SIVAM, Zoo de Granada…

6. Nome científico: Ara militaris (Linnaeus, 1758) – ARARA-MILITAR (ombros verdes)
Nome em inglês: Military Macaw | Francês: Ara militaire | Espanhol: Guacamayo militar (Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

7. Nome científico: Ara rubrogenys (Lafresnaye, 1847) – arara-de-testa-vermelha? (testa vermelha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Red-fronted Macaw | Francês: Ara à front rouge, Ara de Lafresnaye | Espanhol: Guacamayo frente roja (centro da Bolívia)

8. Nome científico: Ara severa (Linnaeus, 1758), sinônimo: A. severus – MARACANÃ-GUAÇU (arara-de-testa-castanha, ombros vermelhos)
Nome em inglês: Chestnut-fronted Macaw, Severe Macaw | Francês: Ara vert, Ara sévère | Espanhol: Maracaná Grande, Guacamayo Severo (Panamá e América do Sul, Chocó e Amazonas)

9. Nome científico: Ara tricolor (Bechstein, 1811), sinônimo: A. cubensis – arara-vermelha-de-cuba / Cuban Red Macaw / Ara de Cuba, Ara tricolore, Ara d’Hispaniola (extinta, 1864)†

II. GÊNERO: Anodorhynchus | Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993 que mostra as três espécies desse gênero.

A. glaucus – ARARA-AZUL-PEQUENA / Glaucous Macaw
A. hyacinthinus – ARARAÚNA (descrita mais abaixo)
A. leari – ARARA-AZUL-DE-LEAR / Lear’s Macaw – Simbolo do Zoo de Salvador!

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus – ARARAÚNA ou ARARA-AZUL – Espécie ameaçada de extinção; maior psitacídeo do mundo!
Nome em inglês: Hyacinth Macaw, Hyacinthine Macaw | Francês: Ara hyacinthe | Alemão: Hyazinthara | Espanhol: Guacamayo de Jacinto

As palavras “-úna, una e un” em tupi-guarani significam escuro, negro, preto… Conhecida também como arara-preta (Mato Grosso), arara-una, arara-azul-grande e arara-hiacinta. Nota: Esta espécie de arara-azul, talvez pelo seu nome popular araraúna, eu já encontrei na internet com o seu nome científico errado: Ara ararauna, o qual é da espécie arara-canindé…

Elas são de fácil visualização, bastante ruidosas e impressionam por sua coloração azul-cobalto. Como sua plumagem é totalmente azul, um azul profundo, parecendo negra quando distantes, daí o seu nome popular araraúna, significando arara-preta.

Ameaçada de extinção, a arara-azul-grande é o maior psitacídeo do mundo, com 98 centímetros de comprimento, penas centrais da cauda com 55 cm, 1,5 kg de peso. Bico muito grande, negro, com aparência de ser maior que o próprio crânio, sem dentes na maxila, porém com pronunciado entalhe na mandíbula. Anel perioftálmico, pálpebras e uma faixa na base da mandíbula amarelos. A língua é negra com uma tarja amarela longitudinal.

Os machos e as fêmeas quase não apresentam dimorfismo sexual. Os machos normalmente são mais robustos, principalmente no bico, com a cabeça mais quadrada. A cauda também é maior. A espécie é monógama, permanecendo unidos por toda a vida. Os ovos são redondos com a incubação ao redor de 30 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 15 semanas de idade.

Vivem em buritizais, isto é onde ocorre o buriti (Maruritia sp.), em formações vegetais nas margens dos rios, matas ciliares e cerrados adjacentes. Fazem ninhos em árvores e nos buritis. Ocorre em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, sul do Piauí e Maranhão, também no Pará e Tocantins. As populações da Bahia e de Minas Gerais nidificam nas escarpas de barrancos.

A espécie é carismática e bastante popular entre os habitantes do Pantanal. Devido à sua captura ilegal para atender à demanda do comércio nacional e internacional, à descaracterização do seu habitat e à coleta de penas para adornos indígenas e carnavalescos, a arara-azul tornou-se uma espécie ameaçada de extinção.

A sua situação na natureza só começou a mudar em 1990, quando foram iniciados os primeiros estudos da espécie no Pantanal Sul Mato-grossense. Hoje (2001), elas têm uma possibilidade concreta de conservação graças aos trabalhos científicos e de conscientização realizados pela equipe de pesquisadores e educadores do Projeto Arara-Azul.

Outros selos brasileiros que mostram a arara-una: UPAEP, bloco da WWF-Brasil. Abaixo, selo postal emitido pelas Nações Unidas de Genebra (Suíça), em 22/04/1999, numa série de 4 selos sobre espécies ameaçadas de extinção.

Placa no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso. Capa da revista Photo & Camera Magazine (Ano 1, Edição N° 3). Foto com duas araras da espécie.

 

III. GÊNERO: Cyanopsitta
C. spixii (Wagler, 1832) – ARARINHA-AZUL ou arara-de-spix / Spix’s Macaw, Little Blue Macaw. Originalmente a espécie ocorria no extremo norte da Bahia, ao sul do Rio São Francisco. Atualmente, porém, resta um único exemplar conhecido na natureza (um macho) e cerca de 20 em cativeiro; segundo o livro “Brasil 500 Pássaros” (www.eln.gov.br). Homenagem do herpetologista e ornitologista alemão Johann Georg Wagler (1800-1832), que foi Diretor do Museu Zoológico na Universidade de Munique, Alemanha. Ele trabalhou nas extensas coleções trazidas do Brasil (sobretudo serpentes e aves), a partir de exemplares coletados por outros naturalistas como Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), que realizaram uma expedição no país, descrita na obra “Viagem pelo Brasil 1817-1820”. Além de descrever a ararinha-azul, por exemplo, Wagler escreveu “Serpentum Brasiliensium” (1824), entre outras obras. Abaixo, máximo postal Brasil América Upaep 1993.

IV. GÊNERO: Diopsittaca (Ridgway, 1912)
D. nobilis (Linnaeus 1758) – maracanã-nobre, arara-de-ombro-vermelho / Red-shouldered Macaw / Ara noble / Guacamayo noble, Guacamayo de Hahn

V. GÊNERO: Orthopsittaca (Bonaparte, 1854)
O. manilata (Boddaert, 1783) – arara-do-buriti, maracanã-do-buriti, maracanã-de-cara-amarela / Red-bellied Macaw / Ara macavouanne / Guacamayo de Vientre Rojo

VI. GÊNERO: Primolius (Bonaparte, 1857)
P. auricollis (Cassin, 1853) – maracanã-de-colar (arara-de-pescoço-dourado) / Golden-collared Macaw / Ara à collier jaune / Maracaná de Cuello Dorado, Guacamayo cuellodorado
P. couloni (Sclater PL, 1876) – maracanã-de-cabeça-azul / Blue-headed Macaw / Ara de Coulon / Guacamayo cabeza celeste, Maracaná de Cabeza Azul
P. maracana (Vieillot, 1816) – Blue-winged Macaw, Illiger’s Macaw / Ara d’Illiger / Maracaná Cara Afeitada, Guacamayo de Illiger

CANINDÉ

Um estudo sobre a etimologia ou origem da palavra “canindé”, além do tupi-guarani, tornou-se quase um desafio para mim… Etimologicamente, em sites “entendidos”, aparecem três versões: “teu seio”, “tua cama” ou “teu mato”, entretanto não penso assim…

A palavra “kamby” é seio; a palavra cama eu não sei como se grafa; “caá, ka’a, kaá” significam mato, como caatinga é “mato branco” e ainda temos “endé” sendo a terceira pessoal do singular: tu, você. Dizer que “canindé” signifique “teu mato” eu achei um horror… O que isso tem a ver com a arara em questão?

Além do nome popular arara-canindé, a palavra canindé pode se referir a:

Canindé – município (www.caninde.ce.gov.br)
Cidade localizada na microrregião de Canindé, no sul do estado do Ceará, a 110 quilômetros da capital Fortaleza, elevada à categoria de Município em 1846. Gentílico: canindeense. Em sua região de Cerrado (Japuê, Canindé, Inderê) há como tipo de solo o podzóiico: vermelho-amarelo (duas cores). A toponímia explica que canindé foi a denominação da tribo tapuia que habitava a região (índios Canindés e Jenipapos). No século XVIII, iniciou-se a construção da Capela de São Francisco das Chagas (1775), suspensa no ano de 1792 por causa da grande seca que então solapou o Ceará, concluída só em 1796. Por Alvará do rei Dom João VI, em 1817, a Capela de São Francisco passou à categoria de Matriz. Em 1925, o Papa Pio XI elevou o Santuário à categoria de Basílica Menor.

Canindés – Tribo canindé que significa povo pacífico também habitava o vale e a nascente do rio Canindé, o qual corta o sul do Piauí e deságua à direita do Parnaíba…

Canindé – Rio do estado do Ceará que banha também o estado do Piauí.

Conceição do Canindé – município (www.piaui.pi.gov.br e http://www.portalmunicipal.org.br)
Cidade localizada na microrregião do Alto Médio Canindé, no sudeste do estado do Piauí, a 337 quilômetros da capital Teresina. A caprinocultura, por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inóspitas, tem sido incentivada pelo Governo, proporcionando meio de vida a significantes parcelas da população carente, principalmente nas regiões de Campo Maior, Alto Piauí e Canindé. A Cidade se desenvolveu em torno da capela da Virgem da Conceição, na margem esquerda do rio Canindé, na altura do seu afluente, riacho Seco. Em 1870, diante do grande movimento de pessoas que afluíam para adorar a Santa, iniciou-se aconstrução da igreja. Cinco anos depois, com o novo templo já abençoado, ampliava-se o povoamento da localidade, conhecida por Conceição. Mais tarde, com a exploração da borracha de maniçoba, muito abundante na região, a povoação tomou notável impulso. Em 1954, o próspero povoado foi desmembrado de Paulistana, com o nome de Conceição do Canindé. Seis anos depois, o transbordamento do rio Canindé, destruiu a cidade; restaram apenas 21 casas…

Canindé de São Francisco – município (www.caninde.se.gov.br)
Cidade localizada no alto sertão do estado de Sergipe, marcada pelo cangaço, a 213 quilômetros da capital Aracaju. Na depressão do São Francisco, por exemplo, predominam solos arenosos, profundos e pouco férteis, cobertos pela vegetação da caatinga. Na década de 30 existiam dois povoados, Canindé de Cima e Canindé de Baixo, localizados entre morros. Com a construção da hidroelétrica de Xingó, os habitantes dessas povoações foram transferidos para uma “Nova Canindé”, uma cidade planejada. Canindé do São Francisco tornou-se a cidade mais visitada do Sergipe após a construção da Usina Hidrelétrica de Xingó, responsável pela produção de 25% da energia consumida no estado.

Canindé – Bairro da Zona Norte da cidade de São Paulo, com presença da cultura popular boliviana, onde são realizadas feiras livres todos os domingos na Praça Kantuta – nome de uma flor do altiplano.

Estádio do Canindé – (referência ao bairro), o Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte é um estádio de futebol localizado às margens do Rio Tietê, na cidade de São Paulo e que pertence ao clube poliesportivo da Associação Portuguesa de Desportos, simplesmente Portuguesa ou Lusa, como também é conhecida por seus torcedores, é um tradicional time de futebol do Estado de São Paulo. Fundada em 1920, na união entre cinco clubes brasileiros de origem portuguesa, o time é rubro-verde (duas cores).

Estrada do Canindé” – Letra de música, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Estrofe: “No sertão de Canindé”.

Caprino da raça canindé ou cabra-canindé (www.portal.sebrae.com.br)

O primeiro registro de que se tem notícia da presença de caprinos no Nordeste data de 1535, portanto, no início do período colonial do Brasil. Oriundas dos Pireneus, as cabras se fixaram em duas outras regiões da Europa, através das seguintes rotas: uma seguiu na direção dos Alpes e outra na direção da Península Ibérica (Espanha e Portugal), e posteriormente vieram para cá, trazidas pelos colonizadores portugueses.

Como os caprinos entraram no país pelo Nordeste, é provável que esse fato tenha dado à região o título de maior produtora desse tipo de pecuária, encontrada atualmente nos Estados (por ordem de número de cabeças): Bahia, Piauí, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Também chamados de crioulos os caprinos naturalizados (a etimologia do nome crioulo vem de “criar, que foi criado”), descendentes das populações de animais que chegaram ao Brasil na época da colonização, desenvolveram características peculiares por isolamento geográfico e seleção natural…

Assim, o Nordeste passou a apresentar um número expressivo de animais com padrão racial diferenciado, cujos tipos o povo sertanejo bem definiu, a exemplo das raças moxotó (animal branco com lista preta no dorso e membros igualmente pretos), parda-sertaneja (pelagem parda), graúna (pelagem preta), azul (pelagem cinza-azulada), canindé (pelagem escura com a barriga e região em torno dos olhos claras), marota (pelagem branca), repartida etc.

A mais rústica das cabras, a canindé, teria sido a fonte de leite dos negros fugidos durante a escravidão… Esse caprino, raça nativa do Nordeste brasileiro, tem sua pelagem preta, mas com o ventre todo branco ou de cor castanho claro (duas cores). Os caprinos da raça canindé assemelham-se aos da raça moxotó e repartida, em tamanho, forma e função, embora seja a que tem maior aptidão leiteira das três.

Desde o início, os escravos africanos vestiam apenas um pedaço de pano na parte baixa do corpo, de algodão rústico, chamado de “calindé” que significa “tanga branca utilizada pelos escravos negros”. Com isso, podemos concluir que o escravo vestia sua “calindé” da mesma maneira que a cabra-canindé (duas cores).

A cabra preta de “tanga” clara era destinada aos escravos, pois ela era “vestida” como um deles, com o “calindé”; dos negros… Ou seja, uma referência à similaridade entre os escravos e as cabras (de duas cores): ambos negros com a parte inferior do corpo coberto de branco.

Depois da Grande Seca (1877), ocasião em que os rebanhos bovinos foram quase que totalmente exterminados, as cabras dessa pelagem, foram encontradas em maior número no vale do rio Canindé, no Piauí, pouco se tendo notícia das mesmas em sua terra de origem, na Bahia. Parece que o nome consolidou-se como canindé, a partir de então…

Fonte: http://www.girafamania.com.br/americano/brasil_fauna_arara.html

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